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Andrea Petro revela se apoiará ou não o pai caso os Estados Unidos intervenham militarmente no país: “É simples”

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A filha do presidente colombiano respondeu o que faria se o pai estivesse envolvido na intervenção dos EUA no país – crédito @andreapetro91/Instagram

As relações entre a Colômbia e os Estados Unidos atravessam um dos momentos mais difíceis das últimas décadas; Como resultado da acção militar deliberada liderada pelos Estados Unidos na Venezuela, as tensões políticas escalaram para níveis sem precedentes, colocando a família do Presidente Gustavo Petro em alerta para o que o futuro reserva.

A intervenção, que resultou na detenção de Nicolás Maduro, líder do regime venezuelano, e da sua mulher, Cilia Flores, e na morte de pelo menos 80 pessoas, provocou diversas reações, tanto no campo diplomático como nas redes sociais. No meio deste difícil panorama, Andrea Petro, filha do presidente Gustavo Petro, partilhou uma declaração sincera sobre como defenderia o seu pai se o governo dos EUA decidisse intervir militarmente na Colômbia.

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Três dias depois da operação militar na Venezuela, Andrea Petro, criador da marca de roupa sustentável Bachué, interagiu com os seus seguidores através de uma dinâmica no Instagram conhecida como “caixa de perguntas”, onde pôde responder às preocupações dos utilizadores sobre diversos temas.

Andrea Petro fala sobre o que aconteceria se o governo de seu pai interviesse militarmente – crédito @andreapetro91/Instagram – Presidência

Foi aí que um utilizador lhe perguntou: “Até que ponto protegerias bem o teu pai em caso de intervenção militar?”, uma pergunta que, dado o actual estado de tensão política, não demorou a provocar uma reacção.

Com a coragem característica, Andrea Petro respondeu sem hesitação: “Nunca o deixarei sozinho. É simples assim”. A resposta da menina, embora pessoal, reflete um compromisso com o pai que transcende a política.

Embora na prática seja pouco provável que a filha do presidente esteja sempre ao seu lado, tendo em conta as possíveis consequências de uma intervenção militar, numa situação de conflito, os sentimentos e o amor pelo pai reflectiram-se claramente na resposta de Andrea.

Andrea Petro mostrou que o
Andrea Petro mostrou que o amor de seu pai pode superar qualquer situação, como uma intervenção militar – crédito Ovidio González/Presidência – @bachue_colombia/Instagram

O governo colombiano enfrenta um desafio diplomático sem precedentes em mais de 200 anos de negociações com os Estados Unidos. A relação rompida aumentou depois que ameaças do presidente Donald Trump, que chamou a Colômbia de “país doente” para a produção de drogas, colocaram pressão no relacionamento entre os dois países.

Questionado por repórteres sobre a possibilidade de uma medida semelhante na Venezuela, mas na Colômbia, Trump respondeu: “Por mim, tudo bem”.deixando aberta a opção de intervenção militar direta contra o governo colombiano.

Por sua vez, Petro rejeitou as acusações como “calúnia” e reiterou a sua posição firme na protecção da soberania nacional. Numa mensagem, o presidente colombiano anunciou que embora tivesse assinado a paz naquele momento, estava pronto para pegar novamente em armas para defender a sua pátria, porque é bom lembrar que foi membro da extinta guerrilha M-19 na sua juventude, daí o anúncio do regresso.

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Gustavo Petro está numa encruzilhada ao ser ameaçado pela administração de Donald Trump – crédito Iván Valencia/AP/EFE

A declaração do presidente dos Estados Unidos, que abriu a possibilidade de intervenção direta, provocou reações tanto na Colômbia como em outros países latino-americanos, que estão preocupados com a instabilidade que tal conflito poderia causar.

Além do mais, A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Yolanda Villavicencio, intensificou as tensões ao dizer que, no caso de intervenção militar dos EUA, O país estará pronto para enfrentar qualquer ataque com o propósito de proteger a soberania nacional.

Neste momento, todos os países permanecem atentos ao que pode acontecer, não só no campo militar, mas também no campo diplomático. Isto se deve principalmente à tensão causada pelo canto da Colômbia de Donald Trump, que acusou o país de ser um dos maiores produtores de cocaína, o que tem ajudado a aumentar a tensão entre os países envolvidos.



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