A recente divulgação de documentos relacionados com a tentativa de golpe de 23 de Fevereiro de 1981 reacendeu o debate político sobre o possível regresso do Rei Emérito Juan Carlos I a Espanha. Esta nova situação levou o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, a manifestar o seu desejo de que o antigo rei regressasse ao país, destacando o seu papel na história democrática do Estado. Abordando esta questão, a fonte da casa do Rei respondeu que o eventual regresso de Juan Carlos I é uma “decisão privada”, que diz não ser da responsabilidade do Governo nem da oposição, segundo a agência Europa Press.
O debate intensificou-se depois de Feijóo ter divulgado na rede social “Acho que seria desejável que o rei emérito regressasse a Espanha”, publicado pelo presidente do Partido Popular, segundo a Europa Press, justificando tal posição como “os espanhóis devem adaptar-se a quem impediu o golpe” a distinção. O líder da oposição sublinhou ainda que o próprio Juan Carlos I admitiu erros do passado, mas defendeu que “aqueles que contribuíram para o apoio” às instituições democráticas e às liberdades de Espanha “devem passar a última fase das suas vidas com dignidade e no seu país”.
A Europa Press explicou detalhadamente que antes de anunciar a sua posição ao público, Feijóo mantinha uma relação “privada” com a casa do Rei, conforme confirmado por fontes do líder do Partido Popular e depois pelo próprio Zarzuela. A família real confirmou a existência desta relação anterior e confirmou que todas as decisões relativas ao regresso de Juan Carlos I estão “de acordo apenas com ele”.
Os meios de comunicação Europa Press noticiaram também a atuação do ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, que declarou perante a imprensa no Congresso dos Deputados que a questão do regresso do rei emérito a Espanha “depende exclusivamente” e, em última análise, da casa real. Bolaños insistiu que a decisão não pertence ao Governo nem aos principais partidos da oposição.
O ex-chefe de Estado vive em Abu Dhabi desde agosto de 2020, quando decidiu deixar Espanha após várias polémicas relacionadas com a sua aparência. A abdicação de Juan Carlos I causou posições conflitantes sobre o seu possível retorno, mas o recente acesso a documentos oficiais no 23F deu novos motivos para discussão, diz Europa Press. O líder da oposição sublinhou que o regresso do emérito após as suas ações durante o golpe pode ser um passo para a reconciliação.
A Europa Press noticiou ainda que a Casa Real, na sua posição oficial, insiste na autonomia de Juan Carlos I para decidir se regressa a Espanha, e refere as mesmas condições que aplicou há três anos, quando fez a viagem aos Emirados Árabes Unidos. Fonte da Zarzuela confirmou que a decisão foi acordada apenas com o antigo rei.
No debate parlamentar, a declaração de Bolaños destacou a independência das instituições nesta matéria, e o executivo sublinhou que nem o poder legislativo nem o Governo se consideram responsáveis por promover ou impedir o eventual regresso do emérito. A questão manteve-se assim, de acordo com a vontade do anterior rei e a instalação da casa do Rei, segundo a notícia publicada pela Europa Press.















