Da cidade de Druzhkivka, o Presidente Volodymyr Zelensky reconheceu o trabalho dos militares ucranianos e reiterou a necessidade de manter uma linha de defesa forte, alertando que o exército russo está a preparar um novo grande ataque à região de Donetsk na próxima primavera. De acordo com o comunicado divulgado pelos meios de comunicação social, o presidente enfatizou a importância de reforçar e abastecer adequadamente a brigada ucraniana face à ameaça iminente numa área que ainda está em grande parte sob o controlo de Moscovo.
Segundo a agência de notícias, Zelensky sublinhou que o exército russo “não desiste” e concentra os seus esforços no progresso de Donetsk, enquanto a comunidade internacional se concentra nas negociações diplomáticas, controladas pela estabilidade da situação no Médio Oriente. Estas opiniões, segundo os meios de comunicação social, causam preocupação em Kiev sobre a escalada do conflito, numa situação em que a resistência ucraniana à continuação do apoio militar estrangeiro é muito importante.
Durante a sua visita a Druzhkivka, um dos restantes enclaves ucranianos no leste, Zelensky sublinhou a necessidade de apoio internacional e enviou uma mensagem direta aos aliados ocidentais. “Todos os parceiros – nos Estados Unidos, na Europa, em todos os lugares – devem deixar claro que Putin, o regime iraniano, a Coreia do Norte, Lukashenko e outros como eles são apenas amigos para fazer algo parecido com o que estão fazendo em Donbass”, disse Zelensky, citado pela agência. O presidente apelou a não cortar o apoio militar, observando que os militares ucranianos são responsáveis por “deter o mal” que, nas suas palavras, a Rússia e os seus aliados podem fazer em qualquer lugar.
A mídia notou que Zelensky dedicou parte de suas aparições públicas nas zonas de conflito para agradecer aos soldados pelo seu compromisso e para reconhecer à sociedade ucraniana e ao governo amigo a necessidade de manter ajuda material e armas. O alerta de um possível ataque a Donetsk, um território controlado pelas forças de Moscovo, surge num momento em que o presidente ucraniano tenta manter a atenção internacional no conflito e garantir recursos para combater o que considera ser o próximo ponto de viragem.
Por um lado, segundo fontes, as expectativas na Ucrânia são marcadas pela expectativa de progresso diplomático, embora dependa do desenvolvimento de outras situações de conflito no mundo, especialmente no Médio Oriente. Entretanto, o apelo de Zelensky sublinha as preocupações de Kiev sobre a capacidade dos militares russos de consolidar a sua posição e lançar uma ofensiva que poderia piorar a situação no leste do país.
Tal como publicado, o presidente ucraniano utiliza estas mensagens para ligar a ameaça russa à cooperação internacional, como a de Moscovo com Teerão e Pyongyang, bem como com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. A declaração visa alertar os aliados ocidentais para a escala do desafio e para a necessidade de uma resposta coordenada que não irá parar até que os avanços russos na zona de conflito sejam interrompidos.
A declaração e o contexto apresentados por Zelensky de Druzhkivka criam nova pressão sobre os parceiros da Ucrânia, especialmente os Estados Unidos e os países europeus, para apoiarem o fornecimento de armas e recursos face à escalada do conflito nos próximos meses. Por seu lado, a população e o exército ucraniano aguardam novas instruções e apoio à medida que se aproxima a época de ataques indicada pelo presidente.















