Madri, 11 de março (EFE).- Em comemoração ao seu 60º aniversário, a rádio Los40 trará de volta a marca ‘O Grande Musical’ através de uma série semanal especial apresentada por seu locutor mais antigo, Tony Aguilar.
“Foi um sonho tornado realidade. Quando vi o logótipo de ‘O Grande Musical com Tony Aguilar’, fiquei com lágrimas nos olhos. Fiquei comovido ao pensar que ainda há sonhos para se tornarem realidade”, admitiu também o DJ e comentador em entrevista à EFE, assumindo a batuta de “locutores antológicos” como Pepe Cañaveras, Pepeñé Domingoro Castaño e Constantinoro.
Em 1963, ainda antes do nascimento da estação Los 40 Principales ou da lista das canções mais populares, ‘O Grande Musical’ nasceu no estúdio 5 da Rádio Madrid, então nas mãos de Tomás Martín Blanco, como um novo programa sobre música que foi transmitido nas manhãs de domingo e viu passar o “maior”.
“A primeira vez que apareci no Los40 foi em ‘El gran musical’, porque entrei no concurso de DJ em 1990 com 17 tacos e o último foi enviado para o programa quando José Antonio Abellán o apresentou”, disse Aguilar, que ingressou nesta rádio há 31 anos como apresentador e já passou quase pela forma ‘eAndamatic’, muitas delas. 1′, ‘Fã Clube’.
Junto com Jorge Sánchez, produtor do programa e seu cocriador, desenvolveram uma série especial monográfica que, por exemplo, neste domingo em seu primeiro lançamento a partir das 9h, vão relembrar como nasceu a lista Los40 e outros fatos interessantes sobre ela.
“Espero e confio que seremos práticos na educação dos ouvidos dos novos ouvintes, porque acredito que se alguém ouve este programa é porque se interessa pela história da música e de onde tudo vem”, sublinhou, considerando a natureza da retrospetiva que terá este novo palco diante do panorama musical onde os mais novos são os mais focados nos últimos desenvolvimentos.
Graças ao extenso arquivo do Los40, os ouvintes da notícia ‘O grande musical’ podem ouvir, por exemplo, a versão inédita de ‘Maquillaje’ de Mecano em inglês, que será discutida com a própria Ana Torroja no segundo programa, dedicado à “programação de fãs” desde os Beatles até ao presente.
O ouvinte poderá desfrutar de mais dois sons lendários da história da emissora: Fernandisco (atualmente apresentador do Los40 Classic) e as peças salvas pelo famoso Joaquín Luqui, que deixou uma marca inesquecível nesta gravadora antes de sua morte em 2005.
“Ajudou-me muito trabalhar ativamente durante 15 anos com Joaquín. Ele me apresentou o amor pelo rádio, pela música, pelo respeito pelos fãs, pelo nosso trabalho e pela marca.
O jornalista catalão acredita que a principal mudança que viveu durante todos estes anos é “obviamente digital”. “Vim aqui tocando discos de vinil na revolução dos 45 por minuto”, enfatizou Aguilar, orgulhoso de sua contribuição na implementação do estilo de apresentação da rádio nacional “montando músicas e tendo muita energia”.
Admite, por outro lado, que não esqueceu alguns aspectos da fórmula radiofónica do passado, quando liderou a prescrição musical, que deu lugar ao “streaming” e ao algoritmo do campo como factor determinante no sentido do fortalecimento da escuta.
“Acho que não é culpa do algoritmo, mas sim do programador da rádio, porque não há possibilidade. Não é como se antigamente houvesse um programa de escritores onde DJs criativos pudessem contribuir com as notícias que viam. Hoje é óbvio pela sua ausência”, disse honestamente, antes de agradecer por ainda manter um pouco de liberdade no ‘Global Show’.
Depois de mergulhar no programa ‘The Great Musical’ onde Emilio Aragón apareceu com ‘Cuidado con Paloma’ e Status Quo, também admitiu que gostaria que “alguns programas de música (no Los40) fossem mais fáceis”.
“Neste momento há músicas que, pelo estilo da rádio e pelo estudo que fazemos sobre elas, há coisas que gosto e acho que vão ser bombas, mas porque o público não tem recebido como penso que vão receber num primeiro momento…”, disse o apresentador do noticiário ‘O Grande Musical’. EFE
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