O aumento constante de chamadas telefónicas, o colapso de uma fila na redação e a necessidade de envolvimento do departamento de segurança da rede marcaram uma fase muito difícil do primeiro ano de Susanna Griso. A emissora espanhola explicou recentemente como os seus seguidores ficaram obcecados por ele e o assediaram repetidamente durante vários meses, forçando o jornalista a encontrar uma forma de acabar com a situação e continuar com o seu trabalho normal. Segundo a mídia que noticiou seu depoimento, Griso compartilhou esse episódio para mostrar a gravidade que certos comportamentos de assédio podem ter no ambiente de trabalho.
Durante a história em direto, segundo relatos da comunicação social, Griso explicou que quando trabalhava como apresentador de notícias na Antena 3. Naquela altura, o trabalho na redação era feito maioritariamente por telefone, situação que facilitava a comunicação com o jovem envolvido. O jornalista explicou: “O que aconteceu comigo foi que tive uma pessoa que ficou obcecada, um menino que ficou obcecado por mim e me chamou muito tempo na redação do jornal”. Esta situação, segundo o próprio Griso, durou vários meses e resultou numa tarefa difícil.
Os meios de comunicação que cobriram estas declarações detalharam que, neste período, o jovem fazia muitas chamadas durante o dia, tocava música através dos auriculares e interrompia o trabalho diário dos jornalistas. Esta situação obrigou Griso a fazer mais uma extensão telefónica na redação para cumprir as suas funções. O assédio tem afetado o funcionamento diário do sistema de informação, pois a interrupção constante da linha representa uma interferência direta em tarefas que requerem comunicação direta.
Griso admitiu, em comunicado divulgado pelo mesmo meio de comunicação, que o assédio chegou a um ponto em que ele quase teme cada vez que o telefone toca no trabalho, porque a frequência e a intensidade da comunicação afetam o seu ambiente de trabalho e a sua saúde pessoal. “Eu não sabia mais o que fazer” quando ouvi a campainha tocar, disse ele, testemunhando a pressão que sente todos os dias.
O aumento nas ligações levou o comunicador ao departamento de segurança da empresa. Segundo a notícia, Griso informou a situação às autoridades internas, que assumiram a responsabilidade. As forças de segurança ficaram encarregadas de contactar diretamente com o jovem para alertá-lo e encontrar uma solução eficaz para o problema. Esta intervenção não acabou, como garantiu o repórter: “Finalmente tive que falar com as forças de segurança, que voltaram a contactá-lo e foi resolvido”.
Segundo a mídia, não foi necessário passar pela Justiça ou pelo processo judicial, pois a ação direta dos agentes de segurança conseguiu impedir o assédio. Griso observou que a experiência foi “um pouco incômoda”, expressão que usou para descrever o desconforto persistente que sentiu e a dificuldade em manter a normalidade durante aqueles meses.
O depoimento da apresentadora foi partilhado numa situação em que várias mulheres da área do jornalismo optaram por tornar visível um caso de assédio no desempenho do seu trabalho, conforme noticiado pela comunicação social. Esta tendência destaca a importância de pedir ajuda em situações que ameaçam a integridade pessoal ou dificultam o trabalho e sublinha a importância de ter protocolos e ferramentas de segurança proativas no local de trabalho.
A experiência de Griso também traz à tona o impacto do comportamento extremo nas vidas pessoais e nas vidas das vítimas, bem como a necessidade de as organizações terem abordagens eficazes de prevenção e resposta. As informações que difundem a sua palavra mostram como a intervenção nestes casos pode impedir situações perigosas antes que tenham consequências mais graves e mostram a importância de recorrer aos recursos internos adequados quando surge um comportamento de assédio.
Através do seu depoimento, o jornalista descreveu um episódio que, com o passar do tempo, analisa à distância, mas que na altura afetou muito o seu quotidiano de trabalho. A comunicação social concluiu que a situação apresentada por Griso representa um exemplo dos desafios que os cidadãos enfrentam no seu trabalho, e incentiva o debate sobre a proteção e o apoio institucional em situações de assédio no mundo profissional.















