A possível continuação de Ricardo Roa à frente da Ecopetrol – petrolífera estatal – abriu um novo campo de críticas na esfera política. A disposição de mantê-lo no cargo, enquanto o Conselho de Administração toma a decisão final, provocou reação do representante Juan Espinal, que expressou opiniões críticas e questionou o tratamento do caso dentro da empresa.
A decisão do conselho de administração será conhecida na segunda-feira, 30 de março, após uma reunião informal no dia 25 de março que considerou vários pedidos de demissão do diretor, incluindo os apresentados pela Unión Sindical Obrera (USO), funcionários de minorias e a proteção do ex-diretor do Hocol Luis Enrique Rojas.
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Apesar desses apelos, o golpe de estado optou por manter Ricardo Roa (parceiro estratégico do presidente Gustavo Petro) no cargo enquanto a avaliação continua. o risco da investigação relevante, com o apoio de advogados externos, que deverá chegar a um consenso na próxima reunião.
A ação do legislador Juan Espinal aconteceu quase imediatamente, porque desde a rede social o congresso fez perguntas diretas sobre a longevidade do presidente da petrolífera.
“Será que o Conselho de Administração da @ECOPETROL_SA está esperando a libertação de Roa da prisão? (sic)”, escreveu ele em sua conta X. Ele então perguntou: “Por que ele ainda é o presidente? Parece que termina da mesma maneira.”
Na mesma mensagem, destacou a posição de alguns membros da Mesa que divergem da decisão da maioria do Congresso da Convenção Histórica: “Os três membros da Mesa que aprovam a saída dos arguidos são ousados”.

O representante acompanhou esta publicação com um vídeo que reiterou o seu apoio à comunicação enviada pelo Sindicato.
“Juntando-se ao anúncio da USO enviado para golpe de estado Gestão da ecopetrol”, afirmou. Disse no seu discurso que mais de 20 assinaturas foram colocadas perante a assembleia da Assembleia Nacional com um pedido específico de que Roa fosse destituído imediatamente do cargo.
A sua declaração centrou-se nas consequências que, segundo disse, a empresa já enfrenta: “O senhor Roa acabou com a confiança, na gestão da empresa”.

Nessa linha, enfatizou a necessidade de mudanças urgentes e reforçou sua oposição à permanência de Ricardo Roa na petrolífera estatal: “A Ecopetrol precisa voltar à direção da empresa (…) Todos os colombianos precisam proteger a maior empresa do nosso país. “Roa precisa renunciar imediatamente.”
O Sindicato Sindical Obrera aumentou a pressão e enviou uma carta na qual solicitava o afastamento do presidente da Ecopetrol do cargo, porque o sindicato confirmou que a questão sobre a imagem de Ricardo Roa afeta a reputação da empresa e a credibilidade de diversos setores.
Na carta – enviada antes da reunião extraordinária do conselho -, A organização alertou que se nenhuma decisão for tomada sobre este assunto, será necessária uma campanha nacional para a protecção das empresas petrolíferas. Embora tenha reconhecido o desenvolvimento do problema laboral durante a actual administração, insistiu que o risco reputacional surge num momento crítico.
A USO observa que a percepção dos trabalhadores, dos investidores e da sociedade se deteriorou; Entre os motivos que citou estavam preocupações sobre compras e reformas de casas, reclamações públicas, denúncias contra o Procurador-Geral e denúncias relacionadas à campanha presidencial de 2022.
Segundo o sindicato, esta situação já está afetando a imagem da Ecopetrol, aliás, Ele cita números do Monitor Empresarial de Reputação Corporativa (Merco), que mostram a queda da empresa do segundo para o 17º lugar entre 2023 e 2025.
A associação alertou que esta queda pode ter consequências económicas negativas, como perda de valor das ações, confiança dos investidores e risco financeiro, num momento crítico para a empresa.















