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Keiko Fujimori disse não ter conhecimento das sanções da ONPE contra a Fuerza Popular

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JNE confirma punição do Fuerza Popular e Keiko Fujimori pede para aguardar o processo. Vídeo: Panamericana/ 24 horas

A menos de duas semanas das eleições gerais, a candidata presidencial Keiko Fujimori optou por evitar sanções contra o seu partido, Poder popularr, devido ao uso indevido de financiamento público direto. Durante o evento de campanha no mercado da Federación Perú al Futuro, em Caquetá, o líder Fujimori garantiu não ter informações suficientes sobre a decisão da junta eleitoral.

Em breve declaração à imprensa, Fujimori disse desconhecer os detalhes do caso e se absteve de comentar. Disse que o representante legal da sua organização política examinará os documentos e tomará as medidas cabíveis. Nessa linha, disse que o problema seguirá o processo normal de gestão, que inclui a linha direta.

Os candidatos indicaram uma abordagem cautelosa à decisão que foi aprovada na segunda fase. A sua posição visa não se envolver diretamente nos problemas técnicos da última etapa da campanha eleitoral, apresentando os resultados das instituições na via jurídica do partido.

Fujimori evita sanções da ONPE e o deixa nas mãos da lei

Campanha e Debate: Fujimori busca focar agenda na proposta

Paralelamente, Keiko Fujimori procurou chamar a atenção para a sua participação no próximo debate presidencial. Segundo sua explicação, esta plataforma servirá para fazer recomendações e trocar ideias com seus oponentes em respeito mútuo.

O candidato evitou o desenvolvimento de conteúdos específicos, mas explicou que o foco é apresentar a ação e não o confronto. Salientou que o debate representa a oportunidade de comunicar a sua abordagem aos cidadãos e distinguir-se no final da campanha.

Da mesma forma, Fujimori apelou a outros partidos políticos para confirmarem a presença de representantes durante o dia das eleições. Ele pensou que mais observadores estariam envolvidos para garantir a transparência do processo e o respeito pela escolha do povo nas eleições.

Este anúncio ocorre numa situação em que o prazo para aprovação dos deputados está a terminar, o que aumenta a pressão sobre as organizações políticas para garantirem a sua cobertura nos centros eleitorais.

JNE reforça punição à Força Popular pelo uso ilegal de recursos

Embora o candidato tenha evitado o problema, o Júri Nacional Eleitoral (JNE) aprovou a punição da Força Popular por violações relacionadas ao uso de financiamento público direto durante o segundo semestre de 2023.

A decisão do mais alto órgão eleitoral declarou improcedente o recurso interposto pela defesa do partido, confirmando o pagamento de 33 impostos, equivalentes a 163.350 soles. Além disso, foi imposta uma redução de 10% no financiamento público direto, em linha com o financiamento, semestralmente.

A penalidade vem de decisão anterior da Secretaria Nacional do Processo Eleitoral (ONPE), que considerou ilegais as despesas consideradas pela Lei de Organizações Políticas. O JNE apoiou esta avaliação ao determinar que os recursos públicos foram utilizados para fins diferentes dos objectivos estabelecidos pela regulamentação em vigor.

O acórdão enfatizou que a infração foi “muito grave”, o que justifica a sanção pecuniária e a redução do financiamento do partido.

Gastos marcados: cupons, cestas e vendas em questão

O caso gira em torno do uso de recursos públicos para compra de vale-peru e cestas de Natal para trabalhadores do partido, além de compras de itens como camisas pólo, tomates, ecobags, troféus e serviços de tecnologia.

Segundo o ONPE, esses gastos não estão incluídos nas categorias permitidas, como trabalho regular ou atividades de treinamento, pesquisa e divulgação. O JNE aceitou esta disposição ao referir que as regras não incluem benefícios como vales ou cabazes no conceito de despesas com empregados.

Além disso, o tribunal eleitoral destacou que a lei não dá satisfação aos partidos na distribuição de recursos nacionais para os benefícios adicionais de trabalho. Nesse sentido, concluiu que o valor pago ultrapassou o limite estabelecido.

Em relação às vendas e demais serviços contratados, o JNE determinou que não atendem aos objetivos de divulgação exigidos pela norma. Ressaltou que os materiais não contêm informações básicas sobre as atividades de formação, como data, local ou conteúdo, o que os impede de serem considerados ferramentas de comunicação válidas.

Em sua defesa, o partido afirmou que estas despesas faziam parte da sua política de bem-estar e estratégia de campanha. No entanto, o tribunal considerou que estas condições não estavam de acordo com o disposto na lei, e encerrou a polémica no centro eleitoral.



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