A menos de duas semanas das eleições gerais, a candidata presidencial Keiko Fujimori optou por evitar sanções contra o seu partido, Poder popularr, devido ao uso indevido de financiamento público direto. Durante o evento de campanha no mercado da Federación Perú al Futuro, em Caquetá, o líder Fujimori garantiu não ter informações suficientes sobre a decisão da junta eleitoral.
Em breve declaração à imprensa, Fujimori disse desconhecer os detalhes do caso e se absteve de comentar. Disse que o representante legal da sua organização política examinará os documentos e tomará as medidas cabíveis. Nessa linha, disse que o problema seguirá o processo normal de gestão, que inclui a linha direta.
Os candidatos indicaram uma abordagem cautelosa à decisão que foi aprovada na segunda fase. A sua posição visa não se envolver diretamente nos problemas técnicos da última etapa da campanha eleitoral, apresentando os resultados das instituições na via jurídica do partido.
Campanha e Debate: Fujimori busca focar agenda na proposta
Paralelamente, Keiko Fujimori procurou chamar a atenção para a sua participação no próximo debate presidencial. Segundo sua explicação, esta plataforma servirá para fazer recomendações e trocar ideias com seus oponentes em respeito mútuo.
O candidato evitou o desenvolvimento de conteúdos específicos, mas explicou que o foco é apresentar a ação e não o confronto. Salientou que o debate representa a oportunidade de comunicar a sua abordagem aos cidadãos e distinguir-se no final da campanha.
Da mesma forma, Fujimori apelou a outros partidos políticos para confirmarem a presença de representantes durante o dia das eleições. Ele pensou que mais observadores estariam envolvidos para garantir a transparência do processo e o respeito pela escolha do povo nas eleições.
Este anúncio ocorre numa situação em que o prazo para aprovação dos deputados está a terminar, o que aumenta a pressão sobre as organizações políticas para garantirem a sua cobertura nos centros eleitorais.
JNE reforça punição à Força Popular pelo uso ilegal de recursos
Embora o candidato tenha evitado o problema, o Júri Nacional Eleitoral (JNE) aprovou a punição da Força Popular por violações relacionadas ao uso de financiamento público direto durante o segundo semestre de 2023.
A decisão do mais alto órgão eleitoral declarou improcedente o recurso interposto pela defesa do partido, confirmando o pagamento de 33 impostos, equivalentes a 163.350 soles. Além disso, foi imposta uma redução de 10% no financiamento público direto, em linha com o financiamento, semestralmente.
A penalidade vem de decisão anterior da Secretaria Nacional do Processo Eleitoral (ONPE), que considerou ilegais as despesas consideradas pela Lei de Organizações Políticas. O JNE apoiou esta avaliação ao determinar que os recursos públicos foram utilizados para fins diferentes dos objectivos estabelecidos pela regulamentação em vigor.
O acórdão enfatizou que a infração foi “muito grave”, o que justifica a sanção pecuniária e a redução do financiamento do partido.
Gastos marcados: cupons, cestas e vendas em questão
O caso gira em torno do uso de recursos públicos para compra de vale-peru e cestas de Natal para trabalhadores do partido, além de compras de itens como camisas pólo, tomates, ecobags, troféus e serviços de tecnologia.
Segundo o ONPE, esses gastos não estão incluídos nas categorias permitidas, como trabalho regular ou atividades de treinamento, pesquisa e divulgação. O JNE aceitou esta disposição ao referir que as regras não incluem benefícios como vales ou cabazes no conceito de despesas com empregados.
Além disso, o tribunal eleitoral destacou que a lei não dá satisfação aos partidos na distribuição de recursos nacionais para os benefícios adicionais de trabalho. Nesse sentido, concluiu que o valor pago ultrapassou o limite estabelecido.
Em relação às vendas e demais serviços contratados, o JNE determinou que não atendem aos objetivos de divulgação exigidos pela norma. Ressaltou que os materiais não contêm informações básicas sobre as atividades de formação, como data, local ou conteúdo, o que os impede de serem considerados ferramentas de comunicação válidas.
Em sua defesa, o partido afirmou que estas despesas faziam parte da sua política de bem-estar e estratégia de campanha. No entanto, o tribunal considerou que estas condições não estavam de acordo com o disposto na lei, e encerrou a polémica no centro eleitoral.















