ele Museu Malvinaslocalizado no bairro de Núñez, cidade de Buenos Aires, foi concebido como um lugar central para preservar a memória coletiva e refletir sobre Soberania Argentina nas ilhas. Desde a sua inauguração em 2014, o local procura quebrar o longo silêncio que surgiu após a guerra e apoia os assuntos internacionais através de exposições e histórias que falam sobre a história e a identidade do país. Gonzalo Sánchez, jornalista Informações ao vivovisitou o museu com Francisco Heguilénresponsável pelo conteúdo do site.
“O museu está em funcionamento desde 2014 e quebrou o ciclo de desmalvinização iniciado no final da guerra”, explicou Heguilein. Neste sentido, disse que o processo de desmalvinização se distinguiu “do silêncio que começou no final da guerra durante a ditadura militar”, quando falar das Malvinas foi silenciado ou silenciado.
A história por trás da reivindicação argentina
Segundo o gerente de conteúdo do site, O caso Malvinas começou antes de 1982. Na linha do tempo do museu, o passeio começa com o Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494. A partir de então, o território da atual Argentina fez parte do Vice-Reino do Rio da Prata. No início do século XVIII as ilhas eram desabitadas, mas só em 1700 é que começaram a ser habitadas.
Na Revolução de Maio de 1810, o controle foi transferido para mãos argentinas e cidades como Puerto Soledad e Puerto Luis foram estabelecidas. O governador de Buenos Aires foi nomeado Luís Vernet como o primeiro comandante político e militar. Em 1825, a Argentina assinou um tratado de independência com o Reino Unido, que não contestava a soberania das ilhas. Heguilein disse: “O Reino Unido reconhece a nossa soberania sobre as ilhas”.
Em 2 de janeiro de 1833, as tropas britânicas a bordo do Clio ocuparam as Malvinas e estabeleceram uma presença permanente, que continuou até a guerra de 1982.
A vida e a presença dos argentinos nas Malvinas
Durante o passeio com a equipe de Informações ao vivoHeguilein mostrou um modelo de Porto Luísa primeira aldeia crioula das ilhas e destacou o valor do testemunho. Como ele disse, “Não é fruto da imaginação de um artista, mas sim baseado na história de María Sáenz de Vernet”esposa de Luís Vernet.
O museu dedicou uma seção ao cotidiano dos primeiros habitantes, em sua maioria argentinos nascidos no sul do país e gaúchos de Entre Ríos dedicados à pecuária. A introdução do gado e a localização estratégica das ilhas promoveram o seu desenvolvimento como centro marítimo e eixo geopolítico do Atlântico e do Pacífico. Heguilein afirmou que, antes da construção do Canal do Panamá, era a única passagem natural entre os dois oceanos.

A questão de saber se as Malvinas são argentinas surge no roteiro do museu. Heguilein disse: “São argentinos pela sua história, pela sua geografia e sobretudo porque estão no coração de todos os argentinos”. Como principal argumento histórico, destacou que a Argentina ocupou as ilhas bem antes da conquista britânica em 1833, sem aviso prévio de outras potências.
Comemorando a guerra e homenageando os caídos
O passeio incluiu uma exposição de itens do cotidiano de soldados e civis durante a guerra de 1982, como roupas, utensílios de cozinha e bolas de futebol. Heguilein explicou que, na época da ocupação argentina, muitos soldados não estavam habituados ao clima das ilhas e não tinham os preparativos necessários. Ele destacou a situação “Um pouco de preparação e muita melhoria no planejamento logístico”.
A história de 649 Argentina caique 323 morreram no naufrágio do General ARA Belgrano. Gonzalo Sánchez listou nomes de vilas e cidades de todo o país, o que surpreendeu os soldados de diversas origens. Heguilein comentou: “Do norte de Jujuy ao frio das Malvinas sem parar”.
No showroom você encontra informações sobre avise Rattenbachpreparado por militares reformados antes da transição democrática. Heguilein destaca que este documento é lapidar com a ditadura, acusando as autoridades de problemas materiais e materiais. O relatório está disponível na biblioteca do museu, tanto em formato físico como no site.

Soberania, território e recursos em conflito
O museu expõe Mapa oficial da República Argentina e o mapa bicontinental, que mostra as dimensões territoriais do país e da plataforma continental recentemente ampliada. Heguilein explicou que a COVEMAR aprovou a plataforma e estabeleceu a sua posição Argentina é o país com o segundo maior território marítimo depois da Austrália.
Durante a discussão sobre a soberania nacional, foi explicada a importância dos recursos naturais associados às ilhas e aos mares circundantes, incluindo a pesca e o petróleo. O museu destaca que a Argentina, juntamente com as Ilhas Malvinas, Geórgias e Sandwich do Sul e os territórios reivindicados pelo Reino Unido, perderam o 25% do seu território. Heguilein enfatizou a importância logística e científica das ilhas e considera as Malvinas “a chave da Antártida”.
A sala de educação do museu relembra como o sistema educacional argentino plantou a “semente das Malvinas” em muitas gerações diferentes, fortalecendo a memória coletiva das demandas.
Operação Condor e memórias recentes
Um dos marcos do museu é o Operação Condor 1966. Heguilein explica que um grupo de 18 militantes sequestrou um avião da Aerolíneas Argentinas com destino à Terra do Fogo e o desviou para as ilhas. Lá eles receberam ordens e exibiram a bandeira argentina. A mudança coincidiu com uma visita à Argentina do Príncipe de Gales e resultou na primeira apreensão de um avião por motivação política na história.
Sobre a bandeira nacional que hasteava naquela época 36 horasHeguilein em detalhes: “Esta é uma das bandeiras que já foram hasteadas e possui um certificado legal que comprova que não é crime hastear a bandeira argentina em território argentino”. Dardo Cabo liderou o comando responsável pela operação.
O Museu das Malvinas e das Ilhas do Atlântico Sul apresenta-se como um lugar de comunicação, reflexão e testemunho da identidade argentina em torno das ilhas e do Atlântico Sul.
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