Início Notícias BBVA vê bom ‘fracking’ para gás natural no México

BBVA vê bom ‘fracking’ para gás natural no México

16
0

Cidade do México, 8 abr (EFE).- O economista-chefe do BBVA México, Carlos Serrano, considerou que o anúncio do governo Claudia Sheinbaum de abrir a porta ao fraturamento hidráulico ou ‘fracking’ para explorar gás natural é “muito bom”, sustentando que o México pode beneficiar desta técnica da mesma forma que o Texas, no mundo da energia internacional.

Numa conferência, Serrano disse que com o fracking, os Estados Unidos ganharam uma posição mais forte face aos choques nos preços da energia, desde a escassez até à auto-suficiência em petróleo e gás natural.

“O México pode beneficiar da mesma forma que o Texas beneficiou do fracking”, disse ele, acrescentando que a geografia em ambos os lados da fronteira é a mesma e agora existem técnicas que nos permitem usar menos água do que antes.

Os comentários de Serrano seguiram-se ao que foi dito várias horas antes da conferência regular do Palácio Nacional da Presidente, Claudia Sheinbaum, na qual foi dito que a estratégia federal visa reduzir a importação de gás natural, aumentando a produção de 3.834 para 5.000 milhões de metros cúbicos por dia através da “recuperação permanente” das reservas de petróleo.

Sheinbaum defendeu o plano como uma forma de reduzir a dependência energética dos EUA, enquanto um comité técnico examinará outras formas de reduzir o impacto ambiental, incluindo a utilização de menos água potável e produtos químicos.

Além disso, a própria Presidência anunciou que a Pemex aumentou o processamento de petróleo para 1,5 milhões de barris por dia, reduziu a sua dívida em 20 mil milhões de dólares e aumentou o seu investimento em 34% até 2026.

Para este eixo, o governo mexicano espera que a Pemex lidere a exploração de gás não convencional no norte e no Golfo do México.

Serrano desenvolveu o seu apoio na situação global, como explicou, o recente conflito no Médio Oriente mostrou a vulnerabilidade causada pela dependência do fornecimento de energia estrangeira, embora no caso do México o impacto do gás seja menor porque as importações vêm principalmente do Texas.

Sobre este conflito, Serrano descreveu ainda como “muito boas notícias para a economia mundial” o anúncio da cessação das hostilidades no Médio Oriente, porque o principal canal ofensivo é o encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passam 15% e 20% do petróleo mundial e também 20% do gás natural.

Segundo ele, este apagão aumentou muito o custo da energia e também pressionou a alimentação, já que parte dos fertilizantes mundiais passam por esta rota marítima.

Na sua opinião, o mais importante do acordo é que permitiu esperar o regresso do tráfego em Ormuz, o que de facto já provocou uma queda de 20 dólares no preço do petróleo, o que tem um efeito positivo para os consumidores e para a economia mundial. EFE



Link da fonte

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui