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“Eles saem do gabinete imediatamente”: sindicato rejeita o Petro por causa da advertência dos prefeitos

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Asocapitales e a Federação de Departamentos pediram a Gustavo Petro a renúncia do prefeito – crédito Ovidio González/Presidência/Flickr

O presidente Gustavo Petro provocou novos confrontos com prefeitos e governadores depois de sugerir que poderia destituir do cargo líderes locais que não seguissem suas instruções. Sua declaração provocou resposta imediata do sindicato regional que defende a soberania e a ordem constitucional, segundo informações obtidas de Jornal da semana.

A declaração do presidente causou rejeição por parte da Asocapitales e da Federação Nacional de Departamentos, que reúne prefeitos e governadores do país. Ambas as organizações questionaram as informações e alertaram sobre o impacto potencial nas instituições governamentais, segundo relatórios.

A divisão reabre o debate sobre os limites do poder do governo nacional face às autoridades locais eleitas pelo povo. As disputas estão aumentando nas discussões sobre imposto predial e gestão cadastral em diferentes partes do país.

Asocapitales - crédito @AnSANTAMARIA/X
Asocapitales – crédito @AnSANTAMARIA/X

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A declaração do Petro e as ações do governador

A polêmica surgiu após uma mensagem do presidente em que alertava diretamente os prefeitos. Nessa situação, disse: “O prefeito que não apresenta a ação contratual altera a ordem pública e deixa imediatamente o cargo de comando”, disse. Jornal da semana.

O anúncio provocou reação imediata da Federação Nacional de Departamentos (FND), que manifestou apoio aos prefeitos e questionou a posição do presidente.

Da organização, afirmaram: “Da região, demonstramos a nossa solidariedade aos autarcas do país, funcionários eleitos legalmente pelos cidadãos para gerir o seu território dentro da constituição e da lei”, segundo esta informação.

Da mesma forma, a FND confirmou que a Constituição política estabelece a autonomia local e que o presidente da Câmara não está sob a autoridade do governo.

Nesse sentido, apontou o seguinte: “Qualquer declaração que diga que a autoridade para ordenar a demissão imediata do autarca do seu cargo não tem fundamento jurídico e não importa que a sua duração dependa apenas dos procedimentos e competências definidos na lei”, segundo esta informação.

Asocapitales alerta sobre possíveis perigos para a democracia

Por sua vez, a Asocapitales também rejeitou a declaração do presidente e alertou para as possíveis consequências. A organização diz:

“A Asocapitales rejeita totalmente a mensagem do Presidente da República, Gustavo Petro, na qual dizia que os prefeitos eleitos podem abandonar seus cargos. Este tipo de manifestação não respeita a dignidade das instituições dos líderes locais e cria ameaças e pressões injustificadas” Jornal da semana.

O presidente Gustavo Petro garantiu que não permitirá que pessoas com menos recursos enfrentem a atual crise financeira - crédito Ovidio González/Presidency/Flickr
Presidente Gustavo Petro – crédito Ovidio González/Presidência/Flickr

A organização lembrou ainda que numa democracia constitucional não é possível retirar o poder eleito pelo povo fora do sistema jurídico. Nesse sentido, destacou a importância de conceitos como soberania, separação de poderes e devido processo legal.

Além disso, apelou ao próprio presidente para que evite este tipo de declarações e reiterou o seu compromisso com a protecção da democracia, o respeito pelas normas dos cidadãos e a utilização de métodos institucionais para resolver todos os litígios.

Apesar das críticas, o presidente Petro permaneceu no cargo e voltou sua atenção para possíveis medidas contra os prefeitos.

A seguir, disse: “Eles já têm a ordem, a comida sai de qualquer maneira. A comida do povo, do negócio alimentar, está protegida, principalmente agora.

A troca de informações abre um novo campo de conflito entre o governo nacional e as autoridades provinciais, no contexto do qual se discutem o poder, a independência e os limites das instituições dentro do sistema político colombiano.



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