Cidade do México, 15 de abril (EFE).- O ator norte-americano Frankie Muniz é claro: “O México é o público de Malcolm”, personagem que lhe deu fama internacional há 26 anos e propôs nesta quarta-feira o ‘renascimento’ deste clássico programa de TV nos países norte-americanos com a intenção de continuar a se conectar com as famílias mexicanas.
“É o maior público que temos, eu diria que é o maior público de Malcolm aqui e na França, mas o México é o número um”, disse à EFE o tradutor de 40 anos no tapete vermelho, na capital mexicana, para a estreia de ‘Malcolm, el de en entre: A vida ainda é injusta’.
Com a ideia de passar tudo para o público mexicano, Frankie Muniz foi a partir de terça-feira ao México com seus irmãos fictícios, Justin Berfield (Reese) e Christopher Masterson (Francis), para estudar a cultura nacional e conhecer dubladores espanhóis, incluindo Magda Giner, a voz de Lois (Jane Kaczmarek).
“A razão do sucesso do ‘show’ aqui é porque eles fizeram um ótimo trabalho. Muitas pessoas no México nunca ouviram minha voz”, disse Frankie Muniz, que destacou o trabalho de Carlos Díaz, o ator Malcolm.
O sucesso da televisão, baseada na história da família Wilkerson e exibida de 2000 a 2006, baseou-se na trilha sonora e nos atores, liderados pelo ator Bryan Cranston (Hal), mas também na sua capacidade de expressar os problemas que caracterizaram a geração dos anos noventa: a falta de família e a classe média.
Embora Frankie Muniz tenha deixado a televisão para se dedicar ao automobilismo profissional, ele se lembra bem de seu rosto aos 14 anos em ‘Pilot’, primeiro episódio da série que trata de “famílias grandes” que, embora sejam consideradas “disfuncionais” ou “loucas”, “se dão bem”.
Agora, 20 anos depois de ‘Graduação’, último episódio da sétima e última temporada, eles estão de volta com esse ‘reavivamento’ do qual participam quase todos os personagens principais, exceto Dewey (Erik Per Sullivan).
O novo episódio também traz novos personagens, incluindo a filha de Malcolm, interpretada por Keeley Karsten, e Kelly (Vaughan Murrae), o membro da família que se identifica como não binário.
“Nós nos perguntamos: ‘Como vai? Porque muitos de nós não atuamos há 20 anos, e como vamos nos encaixar nesses novos personagens'”, disse Berfield, que concluiu que, no final, o elenco se reuniu como se o tempo não tivesse passado e deu as boas-vindas aos novos personagens.
Com este breve retorno de quatro episódios, a família Wilkerson desperta a nostalgia de toda uma geração e traz Malcolm de volta ao público, quebrando a quarta parede.
Desde sua estreia, em 10 de abril, a série – disponível no Disney+ e Hulu nos Estados Unidos – se consolidou como a mais assistida do ano, alcançando 8 milhões de telespectadores em todo o mundo.















