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Ela criou uma influenciadora com IA, enganou pessoas e pagou faculdade: o caso de Emily Hart e sua ligação com a campanha eleitoral.

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Emily Hart, uma ativista virtual, foi criada por um estudante na Índia usando inteligência artificial, mostrando o truque da personificação profunda nas redes sociais sobre eleições (captura de vídeo)

A presença de bots e deepfakes nas redes sociais aumenta no período eleitoral. As campanhas políticas utilizam cada vez mais estas ferramentas para chamar a atenção dos eleitores.. Aplicativos como TikTok e Instagram apresentam contas que se passam por cidadãos comprometidos com determinadas causas políticas. Esta tendência, que está a crescer nos Estados Unidos, poderá ser replicada na Argentina durante o próximo ciclo eleitoral. “Aparências de perfil como ‘Emily Hart nas redes sociais revela a eficácia dos deepfakes.

Emily HartEnfermeiras americanas consideradas de valores cristãos e discurso patriótico, interagiam com os usuários e compartilhavam conteúdos atrativos. No entanto, isso não aconteceu na realidade”, disse ele. Tomás Balmacedaem Infobae ao vivo ao meio-dia.

Por trás de Emily Hart estava uma estudante universitária na Índia que “pagou por sua carreira médica simplesmente ‘humilhando’ um americano”.“, tirando dinheiro de diversos usuários do TikTok, principalmente mostrando coisas que não existem”, disse Balmaceda. Designers têm utilizado inteligência artificial e ferramentas gratuitas para desenhar perfis de mulheres conservadoras com características atrativas para determinados setores.

O perfil falso de Emily Hart usava valores e sentimentos conservadores para atrair seguidores e simular apoio político em plataformas como TikTok e Instagram (Vídeo)

O procedimento é simples. Após ganhar seguidores, conta oferece fotos supostamente únicas em troca de dinheiro. “Ele não quis revelar seus rendimentos, mas continuou seu trabalho como médico ganhando milhares de dólares por mês”, disse Balmaceda. Este caso é um exemplo de como a IA pode causar fraudes e manipular a percepção coletiva da rede.

Contas falsas utilizam linguagem emocional e procuram incentivar a divulgação. Balmaceda destacou: “Eles repetem formas, repetem frases, o que é uma das características das fake news: não para fazer você pensar, mas para te chamar para ficar animado“Os vídeos de bots pró-Trump no TikTok usam frases curtas e solicitações de interação. Jogos com frases como “Um democrata apostou que não consigo curtidas de todos os estados dos Estados Unidos” geram muito envolvimento do usuário.

Este fenômeno, segundo Balmaceda, não se limita a um único campo político. “Não são apenas os eleitores de Trump ou os conservadores que estão sendo alvos. Até o papa está entre aqueles que estão sendo devolvidos”. O especialista observou que “Pelo menos 304 contas TikTok com inteligência artificial foram descobertas“.

A inventora Emily Hart financiou seu curso de medicina monetizando seu público virtual por meio de conteúdo pago (captura de vídeo)
A inventora Emily Hart financiou seu curso de medicina monetizando seu público virtual por meio de conteúdo pago (captura de vídeo)

O uso de inteligência artificial e bots não serve apenas para campanhas internacionais. Balmaceda relembrou o incidente local: ““Na última eleição presidencial, havia cartazes feitos com inteligência artificial de Milei e Massa nas ruas”..

A estratégia de contas falsas procura principalmente mudar “a temperatura”, mudar o clima político e criar a impressão de que há mais apoio para certas opções. “Não é que haverá fraude nas eleições, mas algo mais sutil: nos convencemos de que muita gente apoia um candidato quando não é o caso.”, detalha Balmaceda.

Os bots e os deepfakes não são apenas ferramentas de fraude, mas também podem ser usados ​​para manipular o debate público. “Eu acho que é uma farsa se você pensa que está com alguém“, disse Balmaceda durante a troca. O algoritmo permite que esses perfis reproduzam as características, expressões e preferências, ajustando a mensagem para um público específico.

Em plataformas como OnlyFans, também existem bots programados para responder às mensagens privadas dos usuários, oferecendo interações personalizadas. “Para conseguir essa correlação, às vezes o modelo não dispõe de todo o tempo. Eles contratam bots para que possam responder“Disse Balmaceda. Portanto, a simulação da existência humana tornou-se uma ferramenta de impacto econômico e de comunicação em diversos setores.

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