A quarta semana de julgamento do ‘Caso Cozinha’ começou com o depoimento do ex-tesoureiro do PP, Willy Bárcenas, que fechou a linha com o pai e contou parte da perseguição que sofreram durante os meses de prisão do pai. Ele também falou sobre sua relação com seu motorista e um dos réus do caso, Sergio Ríos, que se deteriorou gradativamente devido à falta de confiança.
Quando questionado pelo seu advogado, porque além de testemunha, aparece como acusação neste caso, explicou que o seu pai lhe contou sobre a sua voz com Mariano Rajoy, que se tornou um tema recorrente neste julgamento. “Tudo o que sei é o que ele me disse, o que ele me disse naquela época”, disse ele.
“Ele me contou que foi ao escritório de Rajoy na presença de (Javier) Arenas e os detalhes, não me lembro exatamente, contei a ele sobre a conta B e o resto que ele deixou”, garantiu, acrescentando que “nunca” ouviu a gravação. “Acho que ele me contou antes de entrar, alguns dias antes ou um mês antes, em um discurso que me diria mais”, acrescentou.
No entanto, esta versão contradiz a dada pelo seu pai na semana passada, porque na altura em que falou, disse que havia duas gravações diferentes, uma com Rajoy e outra com Arenas, que era então Ministro da Presidência da República. A defesa do ex-comissário José Manuel Villarejo quis influenciar esta questão, ao que a testemunha respondeu que se tratava de uma colaboração com “Rajoy e Arenas”.
O que corresponde a isto é o conteúdo desta conversa, já que este ex-tesoureiro contou como entregou ao ex-presidente um envelope com o resto da caixa B e a resposta de Rajoy foi surpreendente. Em seguida, pegou as cartas e as colocou na trituradora, segundo a versão de Bárcenas, porque Rajoy negou que esse episódio tivesse acontecido. “Muito errado”, ele testemunhou.
(novo por extensão)















