O Governo do Irão criticou as “sanções desumanas” impostas pela União Europeia (UE) ao país e declarou que “não tem absolutamente nada a ver” com a realidade dos Direitos Humanos e que “ninguém acredita neste cansado teatro moral” da União Europeia.
“As sanções desumanas da UE contra o Irão não têm nada a ver com ‘Direitos Humanos’. Pretendem violar os direitos básicos dos iranianos comuns. Ninguém mais acredita neste desgastado teatro moral”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei.
“Este comportamento não dará credibilidade a si ou aos seus eleitores no cenário mundial”, afirmou, depois de a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se ter recusado a levantar as sanções contra Teerão, afirmando que foram causadas por violações dos direitos humanos no país.
A este respeito, Baqaei sublinhou que as palavras de Von der Leyen “mostram mais claramente a duplicidade de critérios e a hipocrisia do regime europeu”, o que “acelera a vergonhosa descida da Europa ao nada”.
Von der Leyen anunciou na segunda-feira que é “muito cedo” para levantar as sanções ao Irão, porque “há razões pelas quais foram postas em prática”, enquanto disse que a UE deve “primeiro” ver “mudanças fundamentais” no país antes de considerar a retirada destas medidas.
A União Europeia mantém atualmente sanções contra 263 indivíduos e 53 entidades no Irão e recentemente designou a Guarda Revolucionária como organização terrorista. Além disso, na semana passada os Vinte e Sete chegaram a um acordo político para impor medidas restritivas aos responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.















