O governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moyaanunciou esta noite que pediu licença temporária para pagar suas despesasem meio à investigação aberta pelo Ministério Público (FGR) e na sequência de acusações das autoridades dos EUA que alegadamente o ligavam ao crime organizado.
Numa mensagem ao público, o presidente garantiu que as acusações contra ele eram “falsas e falsas”, sublinhando que Suas obras públicas apoiam suas ações. Rocha Moya anunciou que enfrentará o processo judicial de acordo com a lei, respeitando o prazo estabelecido pelas autoridades mexicanas.
“Informo ao povo de Sinaloa que hoje apresentei o pedido de autorização temporária para o cargo de governador, enquanto prossegue o processo de investigação, e o faço com profunda convicção republicana”, disse o presidente. Acrescentou ainda que a sua decisão visa facilitar a investigação em curso e garantir a transparência.

O anúncio ocorreu num contexto de crescente pressão política e mediática, depois de o Gabinete do Procurador do Distrito Sul de Nova Iorque ter tornado pública a acusação em que Rocha Moya foi citada juntamente com outros nove funcionários e ex-funcionários públicos, acusados de estarem envolvidos no tráfico de drogas.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a acusação – contida num documento de 34 páginas – detalha a suposta rede de corrupção que opera há mais de uma década em Sinaloa. No caso do governador, diz-se que ele é próximo do grupo criminoso denominado “Los Chapitos”, que, segundo o documento, pode ser rastreado até 2021, antes de sua nomeação.
Após a divulgação destas alegações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (SRE) confirmou que no dia 28 de abril recebeu vários pedidos de extradição do governo dos EUA, o que aumentou a tensão diplomática e política em torno do caso.
Em resposta, Rocha Moya postou uma mensagem sobre ele: “Não há provas que apoiem estas alegações”, disse ele.
Este caso provocou diversas reações no cenário político nacional. Os legisladores da oposição apelaram a uma investigação aprofundada e, em alguns casos, levantaram a possibilidade do processo de remoção da imunidade. Ao mesmo tempo, os aliados do governador pediram que se respeitasse o processo legal e se evitasse um julgamento preliminar.
Em Sinaloa, a notícia alimentou o debate público sobre a governação e a segurança no estado, uma organização historicamente marcada pelo crime organizado. Os analistas acreditam que a licença solicitada por Rocha Moya pode abrir um período de incerteza política, dependendo do desenvolvimento da investigação no México e nos Estados Unidos.
Neste momento, o Congresso local deverá resolver o pedido de licença e determinar quem controlará o Executivo Provisório. Ao mesmo tempo, o processo legal e a investigação em curso definirão a agenda política e judicial para as próximas semanas.















