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Os parceiros dos espanhóis detidos em Israel apelam à campanha para conseguir a sua libertação

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Madrid, 5 de maio (EFE).- Sally Issa, aliada do ativista hispano-palestiniano Saïf Abukeshek, sequestrado em Israel juntamente com o brasileiro Thiago Ávila, apelou esta terça-feira aos cidadãos para que libertem os dois membros da Flotilha Global Sumud sequestrados pela Marinha israelita em águas internacionais.

Numa declaração aos meios de comunicação em Madrid juntamente com a antiga presidente da Câmara de Barcelona, ​​Ada Colau – que testemunhou na terça-feira no Tribunal Nacional depois de denunciar o Estado de Israel no Ministério Público – Issa garantiu que tanto o seu amigo como Ávila foram sujeitos a “tortura” pelo exército israelita e que a sua detenção no mar foi “absolutamente ilegal” a nível internacional.

É uma situação ilegal que, disse, também ocorre na sua detenção em Ashkelon (sul de Israel) e que se prolongará por pelo menos mais seis dias, após a decisão do Tribunal de Recurso daquela cidade hoje conhecida.

Issa relata que Abukeshek está em greve de fome desde a sua prisão e apelou a uma acção em massa para exigir a sua liberdade e a de Ávila.

Denunciou também que as autoridades israelitas não permitem que o activista mantenha contacto com a sua família, que só pode falar com o seu advogado e com o cônsul espanhol em Tel Aviv.

A nova frota Global Sumud, que se dirigia a Gaza para romper o bloqueio e entregar ajuda humanitária, foi detida ao largo da costa da Grécia, com cerca de 175 activistas de diferentes países, incluindo trinta espanhóis. EFE

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