O secretário do Governo de Bogotá, Gustavo Quintero, alertou sobre a chegada de membros do povo Misak à capital do país, vindos da reserva La María de Piendamó, no departamento de Cauca. Segundo autoridades, O evento envolve mais de 500 pessoas e responde à necessidade de exigir garantias provinciais ao governo nacional.
Danos nas estradas em Bogotá
A Secretaria de Mobilidade de Bogotá informou no canal oficial por volta das 8h50 que há “O fechamento da estrada nas proximidades da Plaza de Bolívar, na Carrera 8 e Calle 12, devido a possíveis protestos”.
Por isso, os funcionários da Civil e Transit Bogotá monitoram a situação do trânsito no setor.

Reações à chegada de grupos indígenas
O Ministro do Diálogo Social, do Ministério do Interior, referiu-se à mensagem de Gustavo Quintero: “Senhor Secretário do Governo, lamento que utilize a mobilização social como arma política e aponte o racismo estrutural das instituições públicas. O tema é país. Porque você vê que não conhece a situação da Colômbia”.
“É importante que você lembre que Bogotá, capital do centro histórico do país, é o centro do protesto. Convido você a ler a história da região colombiana e menos sobre a teoria estrangeira da qual você tanto gosta”, concluiu em seu relato.

A chegada do grupo indígena faz parte de uma série de acontecimentos indígenas que, nos últimos meses, Eles percorreram várias cidades como Popayán e Cali antes de se encontrarem em Bogotá.
A marcha representou um grande esforço logístico, provando a disponibilidade da reserva da Guâmbia em dar a conhecer as suas reivindicações ao Executivo.
Os indígenas Misak chegaram a Bogotá
Na terça-feira, 21 de abril, A procissão dos nativos Misak da reserva da Guâmbia chegou ao centro de Bogotá e causou caos durante um dia em frente ao prédio do Ministério das Relações Exteriores.
A campanha não mostrou apenas a chegada de um grande grupo de pessoas: foi marcada pela instalação de 22 chivas que percorreram o país desde Silvia, em Cauca, até a capital.
O principal objectivo do reassentamento da comunidade Misak é exigir garantias para a protecção dos direitos humanos, exigir medidas contra a violência armada e encorajar a implementação de reformas agrárias. Os protestos procuraram forçar a abertura de um espaço para conversações oficiais com representantes do governo nacional.

As demandas dos grupos indígenas
A chegada da caravana indígena coincide com o funeral do ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras. Quintero pediu apoio institucional: “Como Administração Distrital, teremos a equipa de Diálogo, Direitos Humanos e Assuntos Étnicos para ajudar a gerir a sua chegada”.
O Secretário de Estado fez ainda um apelo especial ao Ministério do Interior para que ative os mecanismos de comunicação: “Pedimos agora ao Ministério do Interior que organize um local de reunião em tempo útil e encontre uma solução rápida para a situação.
A petição visa prevenir conflitos e garantir a segurança da comunidade Misak e dos cidadãos em geral.
Ao publicá-lo 500 indígenas da reserva La María de Piendamó (Cauca), pertencente ao povo Misak”.
Este responsável enfatizou a magnitude da transferência de poder, destacando a urgência de coordenar a acção institucional.
Os próprios dirigentes de Misak declararam que o principal objectivo da sua chegada à capital é devolver ao executivo a exigência de protecção do seu território ancestral. “Segundo a versão deles, voltaram a exigir garantias do Governo Nacional em seus territórios”.
















