Cidade do México, 11 de maio (EFE).- A organização Amnistia Internacional México instou esta segunda-feira o Estado mexicano a aceitar a assistência técnica internacional e a reforçar a estratégia de busca e identificação, após o último relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre a crise de desaparecimentos no país, com mais de 133 mil registos oficiais.
A organização descreveu o relatório hoje publicado como um “apelo urgente, sério e necessário”, que mostra que o país enfrenta uma “dupla crise” de desaparecimentos e identificação forense, registando – até Julho de 2025 – 128 mil pessoas desaparecidas e mais de 70 mil corpos não identificados sob custódia do Estado.
A Anistia reiterou que entre as recomendações da CIDH se destaca o fortalecimento de estratégias de prevenção, busca e identificação de pessoas desaparecidas, com cooperação com as autoridades do estado e dos municípios e a participação de grupos e organizações de direitos humanos.
Neste sentido, a organização afirmou que a gravidade da crise exige abertura para apoiar, considerar e colaborar com organizações internacionais específicas.
“Na Amnistia Internacional concordamos que a plena aceitação da assistência técnica internacional é uma medida essencial para lidar com a crise dos desaparecimentos no México”, destacou.
Além disso, pediu ao Governo mexicano que elabore um roteiro público para atender às recomendações da CIDH, “com orçamentos, prazos, responsabilidade e participação real das famílias e grupos”.
O relatório foi publicado no âmbito de uma investigação do Comité das Nações Unidas contra os Desaparecimentos Forçados (CED), que procura levar a crise dos desaparecimentos do México à Assembleia Geral, que os considera “crimes contra a humanidade”.
Atualmente, o México tem mais de 133 mil pessoas desaparecidas, segundo dados do Registro Nacional de Pessoas Desaparecidas e Não Colocadas (RNPDNO), que contabiliza desaparecimentos desde a década de 1950. EFE















