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Contrabando de autopeças causa prejuízo de mais de 1 bilhão por ano e preocupa setor automobilístico

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Em Bosa, foram apreendidos 165 contentores de petróleo e mais de 14 mil peças de embalagens falsificadas, nenhuma das quais cumpria as normas técnicas ou de segurança – crédito Mebog

De acordo com as informações obtidas Rádio AzulO sector automóvel colombiano enfrenta preocupações crescentes sobre o impacto do contrabando e de outras actividades ilegais na indústria de autopeças, um mercado que cria milhares de empregos e transfere milhares de milhões de dólares para a economia nacional.

O alerta foi lançado pela Associação do Sector Automóvel e suas Peças (Asopartes), que garantiu que estas práticas continuam a afectar a concorrência, as práticas empresariais e a sustentabilidade de muitas empresas no país.

Segundo o sindicato, cerca de 10% das autopeças que circulam no mercado colombiano podem estar ligadas a atividades ilegais, situação que representa uma perda económica de mais de mil milhões de pesos por ano.

O anúncio foi feito durante a apresentação do Expopartes Oriente 2026, evento que reunirá empresários, fabricantes e representantes da indústria automotiva entre os dias 19 e 21 de junho em Bucaramanga.

Especialistas e autoridades conseguiram identificar e destruir pontos ilegais de distribuição de peças automotivas em quatro grandes locais da capital colombiana – crédito Mebog
Especialistas e autoridades conseguiram identificar e destruir pontos ilegais de distribuição de peças automotivas em quatro grandes locais da capital colombiana – crédito Mebog

Carlos Andrés Pineda, presidente executivo da Asopartes, explicou que o problema vai além da simples entrada de mercadorias ilegais no solo do país. Segundo ele, existem outras atividades em torno do comércio ilegal de autopeças que causam sérios danos aos atores comerciais.

Entre as práticas identificadas pelo sindicato estão a falsificação de marcas, o sequestro de propriedade intelectual e diversas formas de comércio ilegal que prejudicam fabricantes, distribuidores e comerciantes que aderem aos padrões estabelecidos.

Pineda destacou que essas ações representam uma ameaça permanente a uma indústria que se consolidou como uma das principais geradoras de empregos na Colômbia. Além disso, confirmou que a existência destas redes ilegais reduz a possibilidade de crescimento das empresas que exercem as suas atividades de acordo com a lei.

O dirigente sindical disse ainda que algumas atividades relacionadas com a venda de autopeças ilegais estão relacionadas com a economia ilegal. Entre eles, ele falou sobre lavagem de dinheiro, extorsão e sistemas financeiros ilegais que acabam afetando toda a cadeia produtiva relacionada a automóveis e motocicletas.

Um grupo de policiais uniformizados vasculha caixas e prateleiras cheias de peças de automóveis em um grande armazém, com carros de polícia na entrada.
Agentes da Polícia Nacional revistam um armazém cheio de peças de automóveis durante uma operação anti-crime. (Foto da Infobae)

Perante este panorama, a Asopartes apelou às autoridades para reforçarem as estratégias de controlo e controlo do mercado. O sindicato acredita que é necessário maior apoio institucional para combater estas atividades e garantir condições mais justas para quem respeita as obrigações legais e fiscais.

O alerta sobre o contrabando foi feito no âmbito do lançamento da Expopartes Oriente 2026, uma feira que pretende ser um dos pontos de encontro de empresários e fornecedores da indústria automóvel.

Segundo os organizadores, o evento poderá gerar mais de 15 milhões de dólares em benefícios empresariais através de conferências empresariais, parcerias estratégicas e acordos entre empresas nacionais e internacionais.

Participará de 120 exposições de diversos pontos do país e do exterior. São também esperadas delegações empresariais de cinco países e mais de 4.100 visitantes especiais relacionados com o setor automóvel.

Atualmente, o setor automóvel colombiano regista cerca de 21 mil milhões de pesos por ano e reúne mais de 65.000 empresas relacionadas com a produção, venda e prestação de serviços relacionados com automóveis e seus componentes.

Em um armazém, cinco policiais inspecionam prateleiras de pneus, motores e caixas de peças de automóveis, com um carro da polícia visível ao fundo.
A polícia revistou um depósito de peças de automóveis, observando itens em prateleiras cheias de motores, pneus e caixas, e um carro da polícia foi avistado na entrada. (Foto da Infobae)

A Asopartes acredita que o potencial de crescimento desta indústria depende muito da possibilidade de redução do nível de ilegalidade e do combate ao contrabando. Para o sindicato, a proteção dos empregos legais, a promoção do investimento e o fortalecimento da concorrência comercial são elementos-chave para garantir o desenvolvimento sustentável de um dos setores mais representativos da economia colombiana.

Por fim, a organização confirmou que o combate a estes métodos ilegais requer uma ação coordenada entre as autoridades, operadores e órgãos fiscalizadores, que visa evitar que afetem as atividades produtivas e comerciais relacionadas ao mercado de autopeças no país.



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