Madrid, 16 abr (EFE).- A Federação Nacional das Associações Imobiliárias (FAI) qualificou esta quinta-feira como “irresponsável” a relação com a instituição pública que incentiva os inquilinos a pedirem uma prorrogação extraordinária do atual contrato de renda, uma vez que o regulamento ainda não foi aprovado no Congresso.
E, disse, não há garantia da aprovação do decreto que contém a prorrogação, “nem da sua legalidade”, explicou a Federação em nota enviada quinta-feira.
A preocupação da Federação deve-se à carta enviada pelo Governo de Navarra aos inquilinos para solicitar as referidas prorrogações, bem como a outras ações e declarações promovidas pelas forças políticas que compõem o Executivo Central.
Segundo o presidente da FAI, José María Alfaro, atualmente, a maior parte dos contratos vencidos ainda são resolvidos através de negociações voluntárias entre as partes, que são acordadas “caso a caso”.
Por isso, acrescentou, “a disseminação precoce destas condições pode perturbar estes processos e causar conflitos desnecessários em áreas onde o entendimento de senhorios e inquilinos tem sido comum até agora, especialmente em situações difíceis, como as vividas durante a pandemia” ou em diversas crises económicas.
Está a criar-se um ambiente de incerteza e medo entre os proprietários, fazendo com que muitos optem por vender os seus imóveis ou retirá-los do mercado de arrendamento tradicional, o que reduz ainda mais a oferta disponível, explicou Alfaro. EFE















