O Ministério da Transição Ambiental e Desafios Demográficos (MITECO) lembrou quinta-feira que se a comunidade autónoma ainda não tiver um plano de gestão de biomassa para a alga invasora Rugulopteryx okamurae aprovado pelo Ministério, mesmo que permita a investigação.
Isto é afirmado na Estratégia de Gestão da Biodiversidade, que afirma que a utilização ou aumento da biomassa desta alga invasora não pode ser autorizada a menos que seja removida da praia ou costa como parte de um plano de gestão de biomassa.
Como sublinhou, a elaboração e aprovação destes planos competem às comunidades e cidades autónomas. Atualmente, estão aprovados três: Andaluzia, Galiza e Melilha.
“Dois anos após a publicação das orientações elaboradas pelo MITECO para facilitar a elaboração destes planos, não há evidências de que outras comunidades envolvidas na expansão da espécie, como a Cantábria, tenham concluído a preparação e aprovação desta ferramenta essencial para avançar na gestão da biomassa”, disse.
Neste sentido, o Ministério sublinhou que embora a aprovação do Plano de Gestão abra a possibilidade de processamento de autorizações para projectos de reabilitação para uso económico, isso não significa autorização automática.
Desta forma, cada iniciativa deve ser avaliada individualmente de acordo com os requisitos técnicos, ambientais e de segurança, garantindo sempre a rastreabilidade da biomassa, o seu transporte, armazenamento e total imobilidade.
“Portanto, a valorização é uma medida complementar e sempre orientada para o objetivo prioritário de proteção do ambiente marinho e redução dos efeitos nocivos desta espécie invasora.















