Quito, 17 de julho (EFE).- A América Latina e o Caribe (ALC) produziram 164 TWh de eletricidade em abril passado – 4,5% a mais que no mês do ano passado -, dos quais 67% vieram de fontes renováveis, informou nesta sexta-feira a Associação Latino-Americana e do Caribe (OLACDE).
Estes dados destacam o domínio da energia limpa, apesar das alterações climáticas que afectaram a produção hidroeléctrica. No entanto, é o maior recurso com 44,6% do total regional, seguido pelo gás natural (23,2%) e pela energia eólica (12,2%).
Juntas, estas três tecnologias representaram cerca de 80% da eletricidade produzida na área durante o mês em análise.
Embora a produção hidroelétrica tenha diminuído 9,4 TWh face a abril de 2025, esta diminuição foi compensada por aumentos na produção eólica (+5,1 TWh), gás natural (+4,6 TWh) e bioenergia (+3,3 TWh).
Os dados que destacam a capacidade do sistema de se adaptar às mudanças climáticas e à crescente diversidade de tecnologia, disse ele.
O índice de inovação também confirma o rumo da energia na região. Nove dos 27 países membros da OLACDE ultrapassaram a média regional de 67%: Paraguai (100%), Uruguai (97%), Costa Rica (92%), Equador (92%), Brasil (88%), Colômbia (87%), Venezuela (86%), Belize (76%) e Peru (68%).
Para a OLACDE, estes indicadores mostram que a integração a longo prazo de tecnologias renováveis com fontes complementares como o gás natural fortalece a segurança do fornecimento de electricidade e melhora a sua capacidade de lidar com as alterações climáticas, um dos principais desafios para o sistema eléctrico nesta região. EFE















