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Acusam o centro médico de Ibagué de usar telas de mudança para promover o petrismo: Supersalud anuncia a investigação

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Na tela de agendamentos da Clínica Clinaltec foi vista uma placa com a mensagem “Todos contra o Petrismo” -crédito @Betocoralg/X

A divulgação de fotos e vídeos da Clínica Clinaltec, em Ibagué, gerou polêmica nas redes sociais e levou à intervenção da Superintendência Nacional de Saúde. A denúncia foi feita pelo ativista Beto Coral, que compartilhou um vídeo que mostra uma tela usada para gerenciar transferências de pacientes com uma mensagem de conteúdo político visível na parte inferior.

A figura mostra o sistema de recepção de chamadas e a atribuição de usuários aos diferentes módulos de serviço. No entanto, A atenção está voltada para o painel de informações localizado na parte inferior da tela, onde a frase pode ser lidaTodos contra o petrismo”, mensagem que rapidamente gerou reações e questionamentos sobre a utilização de um espaço destinado ao atendimento de pacientes.

A publicação fez sucesso nas redes sociais e gerou um pedido de verificação da origem do conteúdo e sua duração na tela instalada em uma instituição que presta serviços de saúde.

Diretor de saúde diz que telas clínicas não podem ser usadas para campanhas políticas – crédito Supersalud

Após a propagação do caso, o Diretor de Saúde, Daniel Quintero, informou que a empresa iniciou uma fiscalização para identificar o incidente e verificar se as regras relativas à prestação de serviços de saúde não foram respeitadas.

“(…) Enviamos imediatamente um processo de fiscalização à IPS Clínica Altec de Ibagué, que poderá realizar campanha política utilizando uma tela que deveria ser para problemas de saúde.. Todas as clínicas e hospitais do país devem respeitar os princípios da integridade, os princípios da neutralidade na prestação de serviços de saúde contidos na Lei 1751, o direito dos empregadores a um ambiente respeitoso e não discriminatório e as normas da resolução 3100 de 2019″, afirmou o responsável.

Da mesma forma, Quintero destacou que o IPS “não pode utilizar a tela de atendimento do tipo reservado aos pacientes da enfermaria como veículo de propaganda política, de qualquer lugar ou de qualquer lugar”.

Em seguida, reiterou a decisão por meio de sua conta X e destacou que a ação foi tomada em resposta a uma reclamação de um cidadão conhecida pelo departamento: “Os pacientes devem ser respeitados“.

A instituição garante que não modificou, verificou ou autorizou a publicação – créditos Clinaltec e @Betocoralg/X

Após o anúncio da fiscalização e o aumento das críticas nas redes sociais, a Clínica Clinaltec emitiu um comunicado oficial a indicar a situação e a explicar as medidas tomadas quando tomou conhecimento do caso. A instituição informou que ativou a revisão imediata de sua plataforma tecnológica e suspendeu temporariamente o funcionamento do sistema enquanto é realizada a devida verificação.

“Quando a ação é conhecida, Solicitamos imediatamente uma explicação oficial do fornecedor de tecnologia, bem como a suspensão do funcionamento do sistema de migração enquanto era realizada a devida verificação.“, indicou a empresa.

Segundo o centro médico, a revisão permitiu constatar que o conteúdo exibido na tela não foi inserido pelas autoridades da instituição.

A Superintendência Nacional de Saúde (Supersalud), responsável pelo monitoramento e controle dos serviços de saúde na Colômbia, enfrenta uma nova polêmica interna devido a denúncias de assédio sexual e no local de trabalho entre seus funcionários - crédito Supersalud
O IPS solicitou uma correção técnica ao fornecedor para evitar novos casos, após as condições anunciadas pelo Salpersalud – Crédito Supersalud

Segundo o comunicado, “confirma-se que o aparecimento dos conteúdos corresponde ao elemento automático do sistema RSS introduzido pelo fornecedor, que está ligado a fontes externas de informação”. Este sistema coleta manchetes de diversas publicações realizadas na mídia nacional e as exibe no espaço disponibilizado na tela.“.

Em resposta às questões que surgiram após a denúncia, a clínica garantiu que não há interferência na publicação da mensagem e recusou-se a expor a sua posição política.

A Clinaltec SAS não contribuiu, modificou, verificou ou licenciou esta publicação de forma alguma.“, disse a instituição, que sustenta que o seu trabalho se centra exclusivamente na assistência médica e anunciou medidas para prevenir situações semelhantes.



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