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Adeus à “poupança cautelar”: a geração que confere a passagem mas não negocia a viagem

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O caso do “paradoxo da poupança dos idosos” mostra como as pessoas com mais de 60 anos ajustam as suas despesas diárias, mantendo investimentos na saúde e em experiências significativas. (Foto da Infobae)

A chamada tendência paradoxo da poupança sêniorque revela o método Mais de 60 despesas diárias são ajustadas mas guarde-os grande investimento em saúde e experiênciainaugurando uma nova fase na economia de consumo.

Este caso, investigado por Ximena Díaz AlarcónCEO e cofundador da YOUNIVERSALsugere que a frugalidade atual entre os idosos não decorre mais do medo, mas de um sentido renovado de valor pessoal e social.

Segundo Díaz Alarcón, observam-se comportamentos como verificar atentamente os folhetos dos supermercados, comparar preços antes de comprar e reduzir a frequência de saídas a restaurantes, que coexistem – sem culpa – com a decisão de manter o consumo necessário: transporte globalatividades de saúde como pilates três vezes por semana ou o atualização de smartphone. Ele observou: “A austeridade seletiva não vem do medo, mas de uma consideração cuidadosa do que vale a pena estar na vida e do que não vale mais a pena estar lá”.

Díaz Alarcón, antropólogo, doutorando em Sociologia e pesquisador especialista em tendências sociais, culturais e de consumo, destaca que quando o horizonte se encurta, a percepção de valor muda. O mundano e o mundano não têm sentido, mas aqueles associados à experiência direta, à saúde, ao prazer e à conexão humana adquirem maior densidade simbólica e maior peso nas decisões de consumo.

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Os consumidores seniores seletivos priorizam a saúde, a tecnologia que facilita a comunicação e experiências memoráveis, movimentando moda e produtos sem custos a longo prazo.

— O conceito de paradoxo da poupança sênior cria uma contradição óbvia. Que mudanças culturais explicam porque é que as pessoas mais velhas ajustam as suas despesas diárias, mantendo ao mesmo tempo um consumo elevado?

—Gastar menos não significa querer menos. Os dados mostram que quem tem mais de 60 anos economiza nos supermercados, olha os restaurantes russos e compara os preços antes de comprar, mas, ao mesmo tempo, não é culpado de viagens internacionais, aulas de Pilates três vezes por semana ou um smartphone de última geração.

-O que distingue este comportamento do consumo dos idosos da última década, quando a poupança era maior?

– Durante décadas, o consumo sénior foi ditado por uma equação simples: menos rendimento activo, mais cuidados, poupança como horizonte. Aposentadoria é o mesmo que retirada. Agora vemos outra coisa. Não é que as pessoas mais velhas tenham menos, mas as suas decisões são diferentes. A austeridade seletiva não vem do medo, mas de uma profunda consideração sobre o que vale a pena ter na vida e o que não vale mais.

Existem também outras relações com o tempo: À medida que o horizonte encurta, as considerações de valor são redefinidas. É cada dia menos importante, enquanto a experiência direta, a saúde, o prazer e o relacionamento com os outros ganham orçamento e densidade simbólica.

—Neste novo contexto, como definir o conceito de “bom”? O que é mais importante: qualidade, experiência, durabilidade ou impacto no dia a dia?

—Você sabe o que quer. Nesta seção, “valor” não é mais o mesmo que valor justo. É uma troca mais complexa que equilibra qualidade, durabilidade, impacto na saúde diária e facilidade de uso. Um produto que funciona bem, dura e não causa bagunça vale mais do que um produto barato que complica as coisas.

Ximena Díaz Alarcón, CEO e cofundadora da Youniversal
Segundo Ximena Díaz Alarcón, a economia seletiva dos idosos responde a uma definição profunda do que é valioso, não ao medo de gastar.

De LABORATÓRIO DE TENDÊNCIAS Vemos que os idosos têm uma tolerância muito baixa ao desperdício de dinheiro, tempo e energia. Se algo não ajuda em sua vida, não tem lugar.

— Que categorias aparecem hoje como “intocáveis” no topo do orçamento e por que conseguem manter essa posição mesmo na economia?

—Existem intocáveis ​​e aparecem categorias inegociáveis. A saúde vem em primeiro lugar e há benefícios: médicos, tratamentos, academias, suplementos, tudo que cuida do corpo para que ele continue fazendo o que quer. Depois vem a vivência com os outros: viagens, reuniões familiares, viagens que constroem memórias. E terceiro, com o aumento da disponibilidade, conectando tecnologias: celulares, tablets, planos de dados. Não como um gadget, mas como uma infra-estrutura da vida social.

— Pelo contrário, que consumo foi deslocado ou perdeu a legitimidade desta secção e que sinais devem ser lidos pela marca aí?

– Do outro lado da equação está o consumo evaporativo. Moda sazonal, marcas que vendem status sem ingredientes, produtos descartáveis, tudo isso significa substituições frequentes sem retorno claro. E também publicidade que lhes fala como transparência ou como se o envelhecimento fosse um problema a ser resolvido com cremes e otimismo forçado.

Um homem arruma roupas em uma mala em cima da cama, enquanto uma mulher olha para um computador em frente à janela, com celular, tênis e uma garrafa de água.
Na equação de valor para maiores de 60 anos, qualidade, durabilidade e impacto na saúde diária superam o preço baixo.

— Como a comunicação com a tecnologia afeta esse padrão de consumo mais seletivo? Existe uma lacuna ou é uma construção mais pragmática?

—Dissipando mitos e equívocos: os idosos de hoje, especialmente aqueles com idades entre 60 e 70 anos, viveram décadas de mudanças tecnológicas. Eles não são nativos digitais, mas também não são alienígenas. O que os define é uma relação pragmática com a tecnologia: Eles abraçam o que funciona, ignoram o que não funciona.

— Olhando para o futuro, esta forma de consumo é para os idosos de hoje ou acha que a lógica será adoptada também pelas gerações mais jovens?

-Este padrão de consumo seletivo, baseado na essencialidade e não no desejo difuso, não é apenas para os idosos de hoje. Este é um sinal geral. Por exemplo, o mil anos quem entra na quarentena com mais informação, mais frustração com o cliente e mais consciência do tempo já mostra a mesma lógica. Luxo tranquilo, querer menos mas melhor, recusar-se a contentar-se com um estatuto vazio, tudo isto está directamente relacionado com o que chamamos hoje. paradoxo da poupança sênior.



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