O vereador Juan Manuel Díaz, representante do Novo Liberalismo no Conselho de Bogotá, alertou publicamente sobre a chegada de muitas reclamações ao Conselho Distrital sobre os procedimentos do Dr. Gabriel Cubillos na Clínica de Obesidade e Envelhecimento.
Segundo depoimentos, o que começou com a promessa de mudança física terminou numa experiência marcante de dor crónica, ruína financeira e danos físicos irreversíveis.
Os relatórios e histórias apresentados ao Conselho incluem casos de convulsões, queimaduras graves, mobilidade reduzida e lesões em órgãos e nervos. Muitas vítimas descreveram suas experiências como “assassinatos”, o que fez da busca pela beleza um desafio que ameaçava sua vida e afetava sua saúde mental.
Um dos depoimentos mais recentes e comoventes é o de Jenniffer Johana Guevara, que se submeteu à lipólise a laser e à perfiloplastia sob a supervisão de Gabriel Cubillos.
Guevara relatou que a intervenção causou queimaduras graves no abdômen, lesões no pescoço que impediam os movimentos, infecções permanentes nas pernas e até danos no sistema digestivo devido ao uso de medicamentos sem atestado médico.
“Ele destruiu minha família. Ele falhou em tirar minha vida”, disse Jenniffer em seu depoimento. O paciente também relatou tratamento desumano, presença de estranhos não autorizados durante sua cirurgia e ocultação de sua saúde de outros pacientes.
Ele alegou que foi usado como “cobaia” e teve que pagar mais de US$ 65 milhões por efeitos colaterais e cuidados pós-operatórios, depois de gastar inicialmente US$ 30 milhões.
Os queixosos afirmaram que receberam tratamento desumano, não receberam medicação para a dor nem cuidados pós-operatórios adequados e foram forçados a continuar tratamentos dispendiosos que levaram ao endividamento e à venda de bens pessoais.
Jenniffer Guevara descreveu ameaças e intimidações duradouras de Cubillosque, segundo vários depoimentos, utiliza vídeos provocativos para intimidar quem o condena. Além disso, destaca que a credibilidade do médico tem sido sustentada pela divulgação de reportagens na mídia internacional e pelos depoimentos de pacientes que se dizem satisfeitos.

A situação apresentada em Bogotá não é um incidente isolado. Segundo relatório da Medicina Legal, houve um aumento de 130% nas mortes por procedimentos cosméticos na Colômbia nos últimos anos. Bogotá, Cali e Medellín concentram a maior parte dos casos e queixas devido a complicações graves, incluindo infecção e necrose.
Todos os anos são registradas mais de 1.400 reclamações relacionadas a cirurgias plásticas com resultados negativos na capital deste país. Dezenas de mulheres morreram ou sofreram consequências nas mãos de trabalhadores que, protegidos por lacunas legais, realizam procedimentos sem necessidade cirúrgica.
Devido à gravidade das supostas irregularidades, a Superintendência Nacional de Superintendência (Supersalud) decidiu encerrar temporariamente o serviço de cirurgia plástica e estética da Clínica de Obesidade e Idoso. A fiscalização revelou que foi realizada uma intervenção sem autorização e o controlo oficial foi impedido.

Embora seja visto como diretor científico, Gabriel Cubillos é um clínico geral formado pela Universidade Industrial de Santander. Ele tem um histórico de lidar com questões éticas e médicas sobre as técnicas utilizadas e os resultados obtidos com seus pacientes.
A tragédia vivida por pacientes como Jenniffer Guevara e a lembrança da morte de Yulixa Toloza trouxeram novamente demandas sociais e políticas no país. O Conselho de Bogotá e os demandantes exigem que o Ministério Público e o Judiciário atuem com força.
Insistem que Gabriel Cubillos deve responder com justiça pelos danos físicos, mentais e econômicos causados. “A vida das mulheres e a saúde mental das mulheres não são um negócio lucrativo para os ‘médicos’ que fazem papel de deuses em salas de cirurgia ilegais”, enfatizou o vereador Díaz.















