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As atas encontradas em Lince não eram materiais eleitorais genuínos, disse a polícia

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Um vídeo que circulou nas redes sociais causou alarme no bairro de Lince, em Lima, através de uma manifestação que se diz ser encontrei um cartão de eleitor em vias públicas. Um cidadão, após examinar vários documentos na rua, dirigiu-se imediatamente à esquadra mais próxima para denunciar o avistamento e apresentar queixa às autoridades.

A Polícia Nacional verificou o incidente no dia 17 de abril e quando os documentos foram verificados, constatou-se que os documentos encontrados não correspondem aos materiais oficiais do Escritório Nacional do Processo Eleitoral (ONPE). Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo portal de verificação PerúCheck, “a polícia verificou que os referidos documentos não eram oficiais, procedeu à sua recolha e transferência para a esquadra de Lince, para serem descartados por não terem valor oficial”.

A divulgação deste vídeo pelos utilizadores do TikTok e outras plataformas contribuiu para a difusão de versões falsas sobre a possível manipulação do processo eleitoral. No entanto, tanto a verificação policial como a inspecção das fotografias permitem-nos ver uma etiqueta que diz “não oficial” no papel, bloqueando a ligação a um registo real.

As autoridades confirmaram que estes documentos são inválidos e o procedimento adotado é cancelá-los, porque não apresentam provas de crimes eleitorais ou materiais genuínos do ONPE.

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As carteiras de identidade encontradas em Lince não são oficiais, de acordo com verificação da Polícia Nacional local e análise independente do PerúCheck. Os documentos, que circulam em imagens partilhadas nas redes sociais, têm uma etiqueta que indica “não oficial”, e não correspondem a registos eleitorais válidos. Portanto, o portal de verificação PerúCheck classificou como falsa a informação que indicava a existência de uma carteira de identidade real abandonada em Lince.

O episódio de Lince junta-se a várias denúncias de irregularidades eleitorais que circularam nas semanas desde o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, realizadas em 12 de abril. Neste contexto, o candidato Rafael López Aliaga, da Renovación Popular, confirmou publicamente que existem atividades ilegais que exigem controle e restauração eleitoral.

López Aliaga, que ocupa o terceiro lugar na contagem oficial do ONPE com 98%, confirmou que mais de um milhão de eleitores serão afetados pela abertura da mesa, especialmente nos distritos do sul da região metropolitana de Lima e nas áreas rurais, e solicitou eleições parciais. No entanto, até ao momento não foram apresentadas provas concretas que sustentem a extensão destas alegações, e a taxa de absentismo nas eleições ainda é inferior à registada em 2021, em parte, devido às medidas impostas pela epidemia.

Neste contexto, a Provedoria de Justiça, liderada por Josué Gutiérrez, declarou que “não há provas fiáveis ​​de fraude eleitoral” no primeiro turno. A organização confirmou que, após análise minuciosa dos relatórios da equipe de tecnologia da informação e de especialistas do processo eleitoral, não foram encontradas bases que comprovassem a suspeita de fraude. A Provedoria de Justiça constatou algumas irregularidades materiais e operacionais, recomendou mais transparência e comunicação por parte das autoridades eleitorais, mas verificou a legalidade dos resultados.

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O primeiro turno foi realizado no dia 12 de abril, com mesa especial montada no dia 13 de abril em casos raros. De acordo com o Gabinete do Provedor de Justiça, a participação dos cidadãos foi reforçada e as autoridades alargaram a cobertura da informação a áreas normalmente excluídas. Antes da segunda volta, marcada para 7 de junho, a associação apelou a que todas as reclamações fossem apresentadas com provas documentadas e através dos canais institucionais apropriados.

Relativamente ao pedido de controlo informático independente, a Provedoria de Justiça afirmou não se opor a sistemas de transparência adicionais, desde que baseados em factos verificáveis. A Renovación Popular, no entanto, esperava não aceitar os resultados oficiais se as suas exigências não fossem aceites, embora até agora não tenha apoiado as suas reclamações com provas verificáveis.

Os órgãos responsáveis ​​pelo processo eleitoral, como a ONPE e o Júri Nacional Eleitoral, confirmaram a tecnicidade e a legalidade dos resultados eleitorais e apelaram ao respeito da escolha do povo. A investigação continuará sob a supervisão de organizações nacionais e internacionais, na exigência de transparência e responsabilização.



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