Santiago do Chile, 7 jul (EFE).- As autoridades chilenas destruíram na terça-feira passada o complexo criminoso ligado à gangue transnacional Tren de Aragua e detiveram cerca de trinta pessoas em quatro regiões do centro e sul do país.
Durante a manhã, a Polícia Investigativa (PDI) realizou operações paralelas à Região Metropolitana, que inclui Santiago, Maule (centro) e as regiões sul de La Araucanía e Los Lagos.
No total, 35 cidadãos chilenos e venezuelanos foram detidos por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organizações ilegais.
A investigação revelou que a rede controlava a venda de drogas em La Araucanía, com substâncias que entravam no Chile pelo norte do país e transitavam pela Área Metropolitana até chegarem ao sul.
“Mais do que pessoas que se dedicam à venda de substâncias psicotrópicas, é uma verdadeira organização criminosa com diferentes estruturas e lideranças”, explicou o promotor de La Araucanía, Roberto Garrido.
O Trem Aragua é uma organização criminosa nascida nas prisões da Venezuela e é considerada a gangue mais poderosa do país e comete assassinatos, sequestros, extorsões e tráfico de pessoas, entre outros crimes.
Desde 2018, o grupo expandiu-se rapidamente pelo continente americano ao longo da rota percorrida pelos migrantes venezuelanos. Na verdade, o grupo já está sediado em grandes cidades da Colômbia, Peru, Chile e outros países.
No ano passado, os Estados Unidos designaram o Trem de Aragua como organização terrorista – juntamente com os cartéis mexicanos e a gangue salvadorenha MS-13. EFE















