A globalização do mercado imobiliário começou a se tornar uma das principais apostas para revitalizar o setor imobiliário na Colômbia.
O anúncio foi feito pela Câmara Colombiana de Construção (Camacol), que anunciou que 10% das casas vendidas durante o ano de 2025 serão compradas por compradores estrangeiros, segundo informações conhecidas. Revista Semana.
Segundo Guillermo Herrera, presidente da Camacol, o aumento da compra de casas por estrangeiros e colombianos residentes fora do país já começa a alterar diversas áreas do mercado imobiliário nacional.
A situação é mais forte nas cidades turísticas e áreas estratégicas.
Os números apresentados pelo sindicato mostram que Cartagena e Santa Marta lideram parte desta tendência, já que quase 20% das casas vendidas ali são compradas por pessoas de fora da Colômbia.
Na Região Cafeeira o percentual chega a 25%, enquanto em Medellín chega a 14%, confirmando estas áreas como um dos principais locais de investimento imobiliário internacional.
A Camacol busca fazer da habitação um motor de revitalização econômica.
A estratégia foi apresentada durante o Congresso de Edifícios Verdes realizado em Medellín, onde o sindicato confirmou que a construção continua a ser um dos sectores com maior potencial para promover o emprego, o investimento e o crescimento económico.
Além do impacto financeiro, Camacol destacou o avanço da habitação sustentável no país.
A Colômbia tornou-se líder mundial em habitação sustentável.
Durante o evento, Guillermo Herrera anunciou que um dos dois edifícios entregues na Colômbia durante o ano de 2025 terá características de construção sustentável ou selo verde.
A meta estava originalmente projetada para 2030, mas o setor conseguiu alcançá-la cinco anos antes.
Atualmente, o país possui 25 milhões de metros quadrados certificados sob padrões sustentáveis, número que coloca a Colômbia como líder mundial na construção de edifícios sustentáveis entre os 170 países analisados.
Uma casa verde gera economia para a família.
O modelo de habitação sustentável procura otimizar o uso de água, energia e materiais de construção, permitindo a redução dos custos do serviço público e um menor impacto ambiental.
Segundo Camacol, o aumento no número de projetos mostra que o mercado colombiano começou a introduzir medidas sustentáveis para a construção de moradias coletivas.
O sindicato está a preparar uma proposta para o próximo Governo.
O sector da construção está actualmente a trabalhar com a Asobancaria e Asocajas em propostas económicas e habitacionais a apresentar ao candidato presidencial no dia 20 de Maio.

A iniciativa é apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pretende promover novas medidas para acelerar a recuperação do setor.
O financiamento também impulsiona as compras de casas.
Uma das razões da internacionalização do mercado imobiliário colombiano é o aumento das receitas provenientes das remessas do exterior.
A Camacol acredita que essas fontes ajudam a aumentar a compra de imóveis, principalmente entre os colombianos que moram fora do país e que buscam investir em cidades com altas valorizações e atrativos turísticos.
O sindicato propõe-se repor as ajudas que foram retiradas deste Governo.
Entre as propostas a serem apresentadas aos presidenciais está também a restauração de programas como o Mi Casa Ya, assistência que, segundo Camacol, permitiu a entrada de mais de 360 mil famílias em suas casas.
Guillermo Herrera garantiu que este programa foi reconhecido internacionalmente e permitiu que muitas famílias pagassem taxas de serviço ainda mais baixas do que o aluguel.
Eles também oferecem novos modelos de imóveis para aluguel.
O sindicato dos trabalhadores da construção propôs expandir o acesso ao crédito não só para os vulneráveis, mas também para os jovens e a classe média.
Além disso, buscamos promover projetos especiais de aluguel habitacional, modelo que já funciona em países como o Chile e pode se tornar uma nova opção para promover o mercado imobiliário colombiano.
O setor espera que as medidas ajudem na recuperação da construção.
A construção habitacional tem enfrentado uma recessão nos últimos anos devido a factores como o aumento das taxas de juro, a inflação e os cortes nos subsídios governamentais.
Por isso, Camacol sublinha que fortalecer o investimento estrangeiro, promover a habitação sustentável e facilitar o acesso ao crédito serão a chave para restaurar a vitalidade do sector na Colômbia.















