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Crise silenciosa na juventude, redes sociais e mitos perigosos: como uma intervenção oportuna pode mudar os resultados da vida

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Uma figura jovem equilibrada numa rede colorida, mas a sombra do mito e do preconceito espreita por baixo, iluminada por um flash de apoio. (Foto da Infobae)

Suicídio na América Latina: a terceira principal causa de morte 19 e 29 anos na área é um verdadeiro suicídio, alerta para Dr. Carlos Héctor Acevedo Olivapresidente de Associação Salvadorenha de Psiquiatras de Saúde Mental. Por trás de cada caso há muitas vezes uma depressão que não é detectada a tempo.

A boa notícia, segundo Acevedo, é que o suicídio é evitável. Agir oportunamente – informado, disponível e sem preconceitos – salva vidas.

Jovens e adultos O ponto mais assustador é a concentração, disse o médico. A proporção de mulheres também está aumentando. Acevedo destaca que as famílias de quem cometeu o ato necessitam de atenção especial, pois fazem parte de um grupo vulnerável, causando dor e questionamentos sem resposta.

Os sinais de alerta aparecem frequentemente antes de uma crise e, se notados precocemente, podem salvar vidasespecialistas em saúde mental concordam.

ele presidente da APSAM, enfatiza que o suicídio pode ser evitado quando medidas são tomadas a tempo. Em suas palavras, “A importância de divulgar esse tema em todos os meios de comunicação” agir antecipadamente pode mudar o resultado.

Segundo Acevedo, é preciso considerar quem sofre de depressão por motivos como perda de emprego, separação, doença crônica ou crise de vida, porque esse grupo corre maior risco de suicídio.

Conhecer os sinais de alerta pode fazer a diferença. Acevedo ressalta que expressões como “não quero viver”, “a vida não tem sentido” ou “sou um fardo” devem ser consideradas sinais diretos de perigo.. O uso de mensagens de chat ou redes sociais com frases semelhantes também requer atenção imediata.

o Delmy Yanira Ostorga, psicóloga clínica admita que os sinais podem variar, mas muitas vezes incluem isolamento social, perda de interesse em atividades, distúrbios do sono ou da alimentação e comentários sobre querer que a dor desapareça ou pare. Outro sinal é dar algo valioso ou dizer adeus de uma forma inusitada.

Antes da crise, muitas vezes há tristeza profunda, ansiedade, irritabilidade e sentimentos de vazioOstorga explicou. Comportamentalmente, a pessoa pode se afastar da família e dos amigos, negligenciar a higiene ou apresentar comportamento agressivo e uso de drogas.

Uma frase de advertência, mesmo que pareça indireta, deve sempre ser levada a sério. DITO POR “Sou um fardo para todos” ou “em breve eles não vão mais se preocupar comigo” São uma manifestação de sofrimento emocional, dizem os especialistas.

Quando alguém vê esses sinais, é necessária uma ação imediata. Acevedo aconselha nunca deixe a pessoa em perigo sozinharemova quaisquer objetos perigosos e informe outros membros da família para aumentar a vigilância e o apoio emocional. O apoio deve ser contínuo e o encaminhamento para cuidados profissionais deve ser imediato.

Quando questionados sobre quando procurar ajuda, a resposta é clara: Desde a primeira vez que surgem pensamentos suicidas, são necessários cuidados especiais. Caso não consiga avaliar a gravidade do ambiente, o mais seguro a fazer é acompanhar, ouvir sem julgamento e procurar ajuda médica, psicológica ou até espiritual.

Ilustração de dois jovens em cores; um está sentado no chão e o outro está em uma ponte com os braços estendidos, acima do vazio está uma palavra como 'SOFRIMENTO'.
A ilustração da aquarela mostra uma figura se aproximando de uma pessoa sentada em um espaço vazio, expressando apoio diante da discriminação, da marginalização e do medo. (Foto da Infobae)

Ostorga alerta contra isso minimizar a dor, julgar ou suprimir emoções são erros comuns para familiares e amigos. Frases como “tente” ou “tudo vai dar certo” não ajudam, apenas aumentam o isolamento. O correto é ouvir com empatia, sem críticas ou comparações.

O fenômeno não possui um padrão único. Tanto Acevedo quanto Ostorga insistem O suicídio pode acontecer a qualquer família e a qualquer pessoa, independentemente da idade, sexo ou posição social.. Os motivos são multifatoriais: biológicos, genéticos, familiares e psicossociais, o que dificulta a identificação de um perfil único.

No entanto, há preocupações com o aumento de casos entre jovens e idosos.

Acevedo destaca isso Na América Latina, o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens de 19 a 29 anos. Ostorga acrescentou que há há mais tentativas de suicídio entre mulheres e mais incidentes de suicídio entre homense alerta sobre a relação entre a ideação suicida em menores com o bullying, o conflito familiar e a pressão social.

Ilustração em aquarela de um jovem sentado na cama, com a cabeça baixa, com ícones brilhantes de mídia social flutuando ao seu redor em uma sala em tons pastéis.
A aquarela mostra um jovem sentado na beira da cama com a cabeça baixa, cercado por bolhas com ícones de redes sociais, simbolizando o isolamento na era digital. (Foto da Infobae)

O uso excessivo das redes sociais e o isolamento aumentam o risco, especialmente em jovens e crianças. “Já existem estudos que mostram os efeitos do vício em redes no desenvolvimento e nas mudanças na função cerebral”, disse Acevedo.

Depressão, ansiedade e isolamento social são os principais fatores de risco. A depressão profunda pode levar ao desespero e o isolamento torna difícil encontrar apoio. No entanto, nem todas as pessoas com estes diagnósticos tentarão suicidar-se, mesmo que a sua vulnerabilidade aumente.

Ambos os especialistas enfatizam isso Fazer perguntas diretamente sobre o suicídio não incentiva a ação, mas pode salvar vidas. Acevedo pede que se desfaça o mito de que falar sobre o problema é perigoso: “Essa pergunta salvadora pode fazer a diferença”.

A prevenção começa nas famílias, escolas e comunidades, promovendo espaços seguros onde as pessoas possam falar sobre os seus sentimentos sem medo de julgamento. O fortalecimento das redes de apoio e o acesso aos cuidados de saúde mental devem ser priorizadosdisse Ostorga.

Ilustração em aquarela com onze jovens de diferentes etnias sentados em círculo sobre um tapete. fio colorido conectando-os. Um conforta as meninas; o outro está se segurando.
Para quem está passando por momentos difíceis, a mensagem é clara: pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. “Sua vida é importante, mesmo que você não veja isso hoje.”

Para quem está passando por um período de desespero, a mensagem é clara: Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem. Ostorga disse: “Sua vida é preciosa, mesmo que você não a veja agora.

Acevedo conclui que o suicídio não é uma decisão voluntária, mas o resultado de alterações emocionais e cerebrais que nos impedem de ver outras opções. A responsabilidade de prevenir esta situação aplica-se a todas as comunidades e o acesso ao tratamento atempado pode salvar vidas.

Vida, concordam os especialistas, vale a pena viver a vida e sempre há oportunidades para encontrar apoio e esperança.

No caso de El Salvador, você pode ligar para o sistema 911

Suicídio e Prevenção de Crises 988

Ministério da Saúde: ligue 131 e solicite atendimento de saúde mental online escolhendo a opção de acordo com sua área: Opção 1: San Salvador Opção 2: Chalatenango e La Libertad Opção 3: San Vicente, Cuscatlán, Cabañas e La Paz Opção 4: Ahuachapán, Sonsonate e Santa Ana Opção 5: La Miguel

ISSS ouve você: 7071-1302 (24/7) 2591-6557 (segunda a sexta)

Hospital Psiquiátrico Nacional Dr. José Molina Martínez: 2327-0274

Números especiais para transferências pré-hospitalares para o Hospital Molina e para relatar emergências de suicídio. Telefone: 2239 4930 (Centro de Atendimento de Urgência)



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