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Defesa, segurança, poder e tecnologia: a América Latina busca alinhar-se com a nova ordem hemisférica

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Mario Montoto, Presidente da Fundação TAEDA que participa como organizador do evento (Foto: Fernando Calzada)

Internacionalmente marcado por competição entre poder, velocidade tecnológica e progresso criminalidade internacional, A segurança voltou a ocupar o centro da agenda global. A América Latina enfrenta agora um desafio cada vez mais urgente: fortalecer a sua linguagem estratégica no Hemisfério Ocidental.

De 5 a 8 de maio, Miami sediará a 11ª Conferência Anual de Segurança Regional de Miamitratado por Universidade Internacional da Flórida (FIU)um dos principais fóruns do continente sobre segurança, defesa e geopolítica. A reunião reunirá líderes políticos, especialistas internacionais, académicos e representantes do sector privado, para discutir os desafios estratégicos que toda a região enfrenta.

Neste sistema, o Fundação TAEDA participando como organizador do evento, fortalecendo seu papel como ponte América Latina e Estados Unidos numa altura em que o planeamento regional é mais necessário do que nunca. Para aprofundar esse cenário, conversamos Yanina Kogan, diretora da TAEDA, e com Juan Ignacio Cánepa, diretor de Assuntos Acadêmicos da instituição.

-Por que a segurança e a proteção estão no centro da agenda global?

-Yanina Kogan: A defesa e a segurança são temas incontornáveis ​​na geopolítica atual. A competição entre potências, a ascensão da inteligência artificial e a crescente ameaça da arena internacional estão a redefinir o mapa global. Neste contexto, a América Latina não pode permanecer isolada: precisa estar estrategicamente integrada no hemisfério para enfrentar estes desafios de forma coordenada.

Yanina Kogan é diretora da Fundação TAEDA
Yanina Kogan é diretora da Fundação TAEDA

-Juan Ignácio Canepa: Eu penso segurança e proteção não foram embora. A velocidade do processo de mudança mencionado por Yanina pode ter ajudado a que este equívoco desaparecesse mais rapidamente, mas aqueles que fizeram o trabalho de casa durante este período estavam mais bem preparados para enfrentar este momento da história. A velha ideia é que a segurança é como o seguro automóvel: nunca é utilizada até que o impensável aconteça.

– O que esta conferência representa neste contexto?

-JIC: Uma das áreas mais importantes a se pensar é a proteção do hemisfério em sua totalidade. O importante não é apenas a detecção, mas a possibilidade concreta de criar diálogo e coordenação entre os principais intervenientes. A América Latina e os Estados Unidos partilham desafios e responsabilidades, e fóruns como este são o local para transformar em acção.

-Qual o valor da participação da TAEDA como organizadora?

-YK: Nosso papel é direcionado fortalecer a ponte. A TAEDA trabalha para aproximar a perspectiva latino-americana desses espaços e, ao mesmo tempo, promover um maior alinhamento regional no hemisfério. A segurança actual não pode ser discutida isoladamente; Isto requer cooperação, confiança e uma estratégia comum.

-Quais temas marcarão a agenda deste ano?

-JIC: A agenda está muito focada em questões específicas que afetam toda a região: a situação na Venezuela, Cuba e Haiti; a ascensão do crime organizado; e o impacto da imigração ilegal. Mas há também um eixo que consideramos fundamental: a relação entre tecnologia e poder. Cibersegurança, inteligência artificial, sistemas autónomos e novas formas de conflito que não conhecem fronteiras. Estas são questões que não podemos continuar a tratar em privado.

Juan Ignacio Cánepa é secretário acadêmico da Fundação TAEDA
Juan Ignacio Cánepa é secretário acadêmico da Fundação TAEDA

-Qual é o papel da competição entre potências nesta situação?

-JIC: Este é um fator definidor. A presença de intervenientes externos, como a China, cria novos desafios para a região. É por isso que é tão importante fortalecer a coordenação no Hemisfério Ocidental: capazes de responder de forma mais eficaz e com uma visão estratégica partilhada, em vez de agir de forma fragmentada.

– Por que é importante avançar para um maior alinhamento regional?

-YK: Por causa da ameaça que enfrentamos – crime organizado, terrorismo, ataques cibernéticos – Eles são transnacionais. Nenhum país pode lidar com eles sozinho. A única forma eficaz é trabalhar de forma sistemática, com visão hemisférica. Esta não é uma escolha estratégica; Isto é muito útil.

-Estamos vivenciando uma mudança real na posição da região?

-YK: Acho que estamos começando a ver mais consciência da necessidade de planejamento. A América Latina desempenha um papel importante no hemisfério, e espaços como esta conferência ajudando a fortalecer esse alinhamento: criando diálogo, confiança e uma agenda compartilhada. O desafio agora é traduzir esta consciência em decisões concretas.

De 5 a 8 de maio, Miami será sede da 11ª conferência anual sobre segurança hemisférica, organizada pela Florida International University (FIU) (Foto: Fernando Calzada).
De 5 a 8 de maio, Miami será sede da 11ª conferência anual sobre segurança hemisférica, organizada pela Florida International University (FIU) (Foto: Fernando Calzada).

Num mundo onde a segurança, a tecnologia e a geopolítica estão cada vez mais interligadas, o desafio não é apenas compreender as mudanças, mas trabalhar em conjunto. A XI Conferência sobre Segurança Hemisférica reflete esta urgência. SI uma indicação clara da presença da TAEDA como organizadora que a América Latina procure envolver-se mais ativamente numa estratégia comum para enfrentar os desafios atuais e futuros.

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