O resumo completo da investigação legal sobre o suposto esquema que afeta o Plus Ultra, ao qual você tem acesso Informaçõesdeixa um ponto claro que se repete ao longo de relatórios policiais, entrevistas interceptadas e decisões judiciais: para a UDEF, José Luis Rodríguez Zapatero liderou.
A frase que resume esta tese aparece literalmente em uma das mensagens incluídas no caso. “Zapatero reina aqui”escreveu Rodolfo Reyes em entrevista a Julio Martínez Sola em 5 de dezembro de 2020. Os pesquisadores colocaram isso no contexto dos esforços feitos na Venezuela para bloquear a licença de voo Plus Ultra e é considerado um dos sinais mais claros do papel do poder que disseram ao ex-presidente no sistema de investigação.
Mas a conclusão não se baseia apenas nesta frase. Ao longo das centenas de páginas emerge uma imagem constante: a de uma organização hierárquica que inclui Zapatero “líderes estratégicos”, “decisores” e supervisores no final do trabalho, se os diferentes colegas fizeram o procedimento, mantiveram a comunicação ou o pagamento.
O próprio veredicto resume tudo sem muita digressão. “No topo do sistema está José Luis Rodríguez Zapatero”, escreveu o juiz, descrevendo o ex-presidente como um “líder estratégico” e que controla as relações com instituições e empresas governamentais de “alto nível”.
As decisões determinam até mesmo como esse sistema funciona. Segundo o juiz, do gabinete de Zapatero “se dão instruções, se preparam documentos, se administram relações sensíveis e se anunciam atividades financeiras e empresariais”.
Já a UDEF confirma que a rede “liderada” pelo ex-presidente funcionou na forma de consulta formal, aconselhamento e representação institucionalembora se diga que se dedica a influenciar e abrir portas para clientes privados.
Um dos aspectos mais fascinantes da pesquisa é a linguagem usada pelos envolvidos em suas conversas privadas. Neles, Zapatero aparece regularmente como alguém que decide, fiscaliza ou autoriza.
Em entrevista concedida em 18 de maio de 2020, Roberto Roselli respondeu a Rodolfo Reyes quando este lhe perguntou se “conversaria com Zapatero”. A resposta é curta, mas para o pesquisador é reveladora: “Não pessoalmente, estou conversando com o lacallo”. A polícia interpretou que o “lacallo” é Julio Martínez Martínez, identificado no caso como um homem de grande confiança da organização e encarregado de cumprir as instruções diretas de Zapatero.
O resumo coloca Martínez Martínez na segunda etapa do sistema. A decisão o descreve como um “vício significativo e visível” na rede. A UDEF também confirmou que funcionou “como receptor e executor de instruções diretas por José Luis Rodríguez Zapatero”, além de assumir oficialmente a responsabilidade pelo sistema da empresa utilizado para transferências e contratos de dinheiro.

A pesquisa descreve organizações com diferentes níveis de dispersão. Zapatero estará no topo; logo abaixo, associado responsável pelas operações e relações comerciais; e no terceiro nível, pessoal administrativo e corporativo responsável pela documentação, faturamento e gestão cotidiana.
Entre eles está María Gertrudis Alcázar, ex-secretária do gabinete presidencial, que os investigadores dizem ser a execução de suas “ordens”.
A frase aparece repetidamente em entrevistas interceptadas e se tornou um dos marcos da história da polícia. Segundo o estudo, ele usou expressões como “Grupo Zapatero” refere-se ao sistema de influência que, segundo a UDEF, opera em torno do ex-presidente e seus associados próximos.
A mensagem mais importante é a data de 4 de julho de 2020, apenas um dia após a criação do Fundo de Apoio à Solvência de Empresas Estratégicas (FASEE), o sistema público anunciado pelo Governo para o resgate de empresas durante a pandemia. “O Grupo Zapatero está com isso desde a madrugada. “Eles estavam lá”, escreveu Julio Martínez Sola em entrevista incluída no resumo. Para os investigadores, esta mensagem reflete que a rede ligada ao ex-presidente já vinha trabalhando no pedido do Plus Ultra antes mesmo do início do processo oficial.
As referências são repetidas ao longo da pesquisa. “Nosso amigo Zapatero está atrás de nós”, escreveu Rodolfo Reyes após uma reunião com altos funcionários do Ministério dos Transportes. Numa outra conversa, Manuel Aaron Fajardo, identificado pela Polícia como um dos negociadores na Venezuela, afirmou diretamente: “Parte da ZP na Venezuela”.
A decisão confirmou que Zapatero a implementou líder “legalmente desaparecido”evita a exposição direta a determinados procedimentos, mas mantém o controle sobre a organização e as atividades mais relevantes.
Segundo a investigação, ele não estava envolvido apenas em relações políticas. As agências também afirmam estar envolvidas no planejamento de clientes, monitoramento de operações internacionais e construção de estrutura corporativa.
O resumo afirma, por exemplo, que O próprio Zapatero enviou um arquivo Excel para Julio Martínez Martínez com uma lista de clientes de pesquisas relacionadas, uma das empresas pesquisadas. A UDEF considera que estes documentos não são simples listas, mas sim “ferramentas de planejamento logístico” dentro do sistema. A investigação também implica o ex-presidente reunião para constituição de empresa no exterior foi dito que ele pretendia enviar um pagamento para fora da Espanha.
Ao longo do resumo, são também constantes as referências a contratos de negociação, relatórios de assessoria e empresas associadas ao mundo do ex-presidente – como a Whathefav, a Relevant Analysis ou a Gate Center – que, segundo os investigadores, transmitiam e redistribuíam o dinheiro dos clientes da rede.
Os documentos judiciais chegam ao ponto de identificar Zapatero e sua comitiva os “últimos grandes beneficiários” o sistema investigado.
O resultado é um resumo que coloca Zapatero no centro do sistema sob investigação. O tema que permeia todos os documentos legais é que a liderança é utilizada discretamente, mas não constantemente, por uma rede de intermediários políticos e comerciais que, de acordo com as discussões, todo mundo sabe quem tomou a decisão.















