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Especialistas explicam por que o tédio faz bem ao cérebro e à criatividade

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Como gerenciar a depressão de maneira curativa. (Istock)

Num mundo hiperconectado, a ideia de ficar entediado é quase impossível. O tédio, a mente humana e a saúde humana estão inextricavelmente ligados: os dispositivos digitais proporcionam uma distração permanente, mas os especialistas indicam que a ausência de estímulos Pode ser exatamente o que o cérebro precisa. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal Muito simplesmas o “vazio” temido pode ser transformado numa fonte de benefícios mentais e emocionais.

Adultos e crianças, diante de todo o vazio, recorrem ao telefone ou buscam ação. A terapeuta familiar Lisa Thomson explica que “o tédio não é um problema que deve ser resolvida”, mas é uma situação natural da qual aprendemos a escapar. Essa expressão ganha destaque na era digital, quando basta um toque na tela para preencher a espera ou o silêncio.

Rebecca Boone, consultora de saúde mental e diretora clínica, acrescenta outra perspectiva: muitas vezes o desconforto causado pelo tédio é a adaptação do sistema nervoso à falta de demanda. “Às vezes o que sentimos é desconforto devido ao estresse é a adaptação do sistema nervoso a ausência de demanda “Isso não muda”, observou ele. Portanto, a frustração deixa de ser uma ameaça e passa a ser percebida como uma oportunidade de controlar emoções e mentes.

O primeiro benefício direto destacado pelos especialistas é a capacidade do tédio de acalmar o sistema nervoso. Durante períodos de menor estimulação, o corpo e a mente mudam de um estado de alerta para um estado mais relaxado. Boone explica que “não fazer nada permite que o sistema nervoso mude de ‘lutar ou fugir’ para outro. descanso tranquilo e digestão“Essa transição favorece a recuperação completa do organismo, principalmente em situações onde a superestimulação é comum.

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Tédio também promove relaxamento cerebral. Fazer uma pausa nas telas e notificações ajuda você a recuperar o foco e a concentração. Boone diz que “a estimulação constante pode ser mentalmente exaustiva porque nossas mentes estão constantemente dispersas” e enfatiza que períodos de tédio intencional permitem a reposição dos recursos mentais. Muitas vezes, após um período de inatividade, ressurge uma sensação de alerta e prontidão para enfrentar novas tarefas.

o criatividade o mesmo acontece com o tédio. Lisa Thomson menciona a ativação da rede neural padrão, um sistema cerebral associado a pensamento criativo e tomada de decisão o problema. “Quando paramos de consumir informações, o cérebro começa a associá-las”, disse ele. É por isso que muitas pessoas relatam ter ideias originais enquanto caminham, tomam banho ou simplesmente deixam a mente vagar.

A frustração também abre a porta para a introspecção. Boone explicou que não é apenas porque não há nada para fazer, mas também porque não é compatível com a mente e o meio ambiente. “A frustração surge quando não participamos, incentivamos ou não nos conectamos de forma significativa com o que estamos fazendo no momento”, diz ele. Esta condição pode indicar uma necessidade emocional inadequada, como solidão ou não está interessado em certos relacionamentos ou ação. Katie Rose, assistente social de saúde, acrescenta que o tédio pode ser um sinal para examinar valores e interesses pessoais: se alguém está entediado no trabalho ou num grupo social, pode ser um sinal de que esses espaços não atenderam a uma necessidade profunda.

(Foto da Infobae)
A melhor maneira de aproveitar a frustração. (Foto da Infobae)

Os especialistas também confirmaram que aprender a tolerar a frustração fortalece a resiliência emocional. Rose diz que é uma questão de manter a motivação dificultando o gerenciamento de sentimentos desconfortáveisenquanto a capacidade de permanecer imóvel aumenta a tolerância à incerteza.

Para incorporar esses benefícios à sua rotina diária, Thomson sugere uma prática simples: deixe o telefone em casa para uma curta caminhada, espere. alguns minutos de silêncio antes de entrar em uma loja ou não verifique as redes sociais enquanto estiver na fila. Mesmo dez minutos por dia sem equipamento podem fazer a diferença. O objetivo não é ficar entediado, mas criar um espaço para refletir e reorientar, segundo conclusão de especialistas consultados pela Real Simple.



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