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FAP sob investigação: alegações de intimidação, assédio e abuso na escola de oficiais da Surco

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As reclamações incluem abuso de substâncias, agressão física, insultos raciais e tratamento degradante. Latim/ Último ponto.

O silêncio da noite foi quebrado pela chamada que, segundo as notícias recebidas ‘Ponto Final’ da Latina Televisión, marcou o início de uma das maiores denúncias contra a instituição militar dos últimos anos. Do outro lado da linha, um jovem oficial da Força Aérea Peruana — conhecido como Carlos para proteger sua identidade — gritou de dentro da Escola de Oficiais da FAP, no acampamento Las Palmas, em Surco.

Sua voz, segundo reportagens, era uma voz de tristeza e dor. “É quando ele diz: mãe, minha barriga está pegando fogo. Quer dizer, é como se estivesse ali, sim, está embaçado e isso e isso. E a ligação é cortada por mágica”, disse a mãe, que é uma das principais vozes neste caso.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

Segundo o jornal dominical, esta chamada é o primeiro sinal de uma série de ações que estão atualmente a ser investigadas. Primeira Procuradoria dos Direitos Humanosque avalia o caso conforme declarado tortura no processo de treinamento militar.

A denúncia tem como base o ocorrido em fevereiro de 2026, quando 129 jovens ingressaram na Escola de Oficiais da FAP com o sonho de se tornarem oficiais. No primeiro mês, porém, 32 deles solicitaram afastamento.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

A mãe de Carlos corrigiu o incidente que supostamente aconteceu durante o treinamento militar diante das câmeras. De acordo com o seu testemunho, os cadetes seniores podem pressionar os futuros cadetes durante o treino.

“Você, coloca nos (testículos), assim, coloca você nos (testículos). E ele disse para ele: Não, eu não vou… Sim, ele estava deitado de lado. E ele disse para ele: Não, pega mais, pega mais ou então eu te expulso”, disse.

Segundo ele, o jovem concordou por causa da pressão do entorno. “Então, o que ele disse: bom, ele pegou e saiu correndo, não foi?” ele acrescentou.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

O relatório afirmava que os requerentes foram submetidos a exercícios vigorosos enquanto a substância era aplicada nos músculos. “Começaram a fazer exercícios para fazê-lo suar. Pranchas loucas, balanços”, disse a mãe.

Em outra parte do relatório é dito que o produto será aplicado em partes sensíveis do corpo. “Com a CIJ já no seu elemento”, disse a mãe.

Segundo informações médicas citadas no relatório, a pele de homens e mulheres pode absorver substâncias até 40 vezes mais rápido, o que pode aumentar o efeito do produto no corpo com esforço físico.

“Ele não dormiu nem um pouquinho naquela noite porque estava queimado, ou seja, cada parte dele, ele estava muito doente por dentro”, disse a mãe.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

Segundo depoimentos colhidos, a ação continuou no banheiro do colégio militar. “Jogaram água no nariz e na boca dele, água, água, água, mas dizem que ele se afogou”, disse a mãe.

Nesses episódios, os supostos agressores proferiram insultos e frases depreciativas: “O que você quer ser grande?, você será miserável, insignificante, inútil”.

A reportagem acrescenta que um dos supostos professores gravou o incidente em um telefone celular.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

Outra parte da denúncia afirma que o menino não consegue se movimentar com a fita e está parcialmente coberto, dificultando sua respiração. O Ministério Público, segundo a reportagem, está investigando as consequências do tratamento posterior.

“Também vi que, por colocarem outras crianças no quarto, eles discriminavam, falando: preto, índio, cholo, você não deveria estar aqui”, disse a mãe, referindo-se aos insultos racistas dentro do grupo.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

Segundo depoimento, Carlos tentou relatar o ocorrido à hierarquia de comando, mas não obteve resposta. “Tudo o que aconteceu e ele relatou para o supervisor dele, depois para o supervisor do ano, ele passou para o técnico dele”, disse a mãe.

No entanto, afirmou que não recebeu nenhum apoio do governo após relatar a situação.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
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O relatório também apresenta o caso de Ernestooutro jovem mendigo que teria passado por situação semelhante. “Ele não queria pedir licença, disse: quero aguentar isso, quero estar aí”, disse a mãe.

Mas sua saúde pode ter piorado. “Ele começou a arrastar os pés”, acrescentou. Além disso, condenou que a chamada pausa médica não foi respeitada: “Mandaram-no para ficar na sua terra, para ficar de pé para levantar o céu”.

“Queimaram meus testículos”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

O geral Nelson Suárezum representante da Força Aérea Peruana indicou que os responsáveis ​​pelo ensino são cadetes do segundo ano porque os cadetes do quarto ano estão em cursos externos.

“Os melhores cadetes. Aqueles que são capazes de se destacar academicamente, fisicamente e militarmente”, disse ele. Mais tarde, porém, esses cadetes também se separaram da instituição governamental. Foi o que ele respondeu: “Em qualquer caso, esta disciplina não pode ser confundida com a prática de infração grave ou gravíssima”. Afirmou ainda que: “Temos acompanhado tudo. Todo o processo de investigação foi concluído… são acontecimentos isolados.

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.

O caso está nas mãos da polícia Procuradoria-Geral dos Direitos Humanosque abriu o processo preliminar para os réus tortura. Em 27 de maio de 2026, foram solicitadas imagens de câmeras de segurança, prontuários médicos e relação do pessoal telefônico.

O advogado do caso, Keider Diazobservou: “O que fizeram ao ex-candidato foi degradante e desumano.”

“Queimaram minha barriga”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
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Após deixar a instituição, Carlos foi encaminhado para tratamento psiquiátrico. Segundo a mãe, os efeitos continuam. “Ele pulava à noite para dormir, dizia que sonhava que estava se afogando todos os dias”, disse ele.

O caso segue sob investigação enquanto a Procuradoria-Geral da República analisa a responsabilidade de pessoas e instituições da Escola FAP.

“Queimaram meus testículos”: queixas amargas sobre abusos durante o treinamento militar no Peru. Acesso: ponto final.
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