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Felipe González pede calendário eleitoral na Venezuela e retorno de María Corina Machado “com garantias”

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O ex-primeiro-ministro Felipe González exigiu esta segunda-feira um calendário eleitoral “claro” na Venezuela e o regresso com garantias das terras da líder da oposição e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, depois de ter acusado as autoridades interinas de Caracas, a quem desprezava por não lidarem com a transição democrática.

“É tarde demais para definir a agenda eleitoral”, afirmou o antigo líder socialista no âmbito do pequeno-almoço do Fórum Europeu, em Madrid, onde sublinhou que a Venezuela deve ter um horizonte “claro” e saber “para onde vai” politicamente, insistindo na altura que o “crime organizado” deve desaparecer.

REALMENTE PROCURANDO ANISTIA, MAS NÃO JULGANDO POR “ORGOS ILEGAIS”

Quanto às autoridades interinas na Venezuela, criticou que se fale de um “novo tempo” sem enfrentar uma transição democrática, ao mesmo tempo que lamentou que a amnistia oferecida aos militares não esteja incluída e seja oferecida como uma “anistia parcial”. Pediu, portanto, uma amnistia “genuína”, que não seja perseguida por “órgãos ilegais”, que seja “para todos” e tenha limites para crimes “contra a humanidade e o narcoterrorismo”.

Neste sentido, denunciou que a única violência que a Venezuela enfrenta é a da “ditadura”, referindo-se ao sistema ‘chavista’ que permanece depois de Delcy Rodríguez assumir a presidência interina após a prisão de Nicolás Maduro numa operação militar dos EUA em 3 de janeiro.

“Quero que María Colina regresse com todas as garantias de segurança. Este é o meu desejo, e com ela o regresso dos exilados que não estão incluídos na anistia”, disse Felipe González, que explicou que “os passos” para o futuro são claros e agora Machado “deve enfrentar esses passos com os parceiros”, referindo-se aos Estados Unidos.

Antes de Machado, o antigo presidente espanhol elogiou a sua liderança, insistindo que “não era um mercenário” e apontou outros como Edmundo González, candidato presidencial após a destituição de Machado.

ELE NÃO LUTA COM MERCENÁRIO E PERDE TUDO

“María Corina, você merece o Prêmio Nobel por sua luta pela liberdade e merece ainda mais porque nunca lutou de forma mercenária em seu benefício. Você sacrificou tudo, família, segurança, sua saúde, sua liberdade.

Da mesma forma, sublinhou que a luta pela liberdade “não é um legado ideológico” e depende de “uma convicção profunda” de “valores democráticos”.

González apresentou Machado neste evento, num evento que contou com a presença dos líderes do Partido Popular, tendo o presidente, Alberto Núñez Feijóo, como seu chefe e reunindo também o prefeito de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, e outras figuras políticas como Iván Espinosa de los Vo Monteros ou Javier Ortega Smith, ex-líder do Grupo Smith.



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