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Francisco, Papa num simples gesto

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Jorge Mario Bergoglio deixou uma marca profunda na comunidade do Lar de Cristo com suas ações simples e seu relacionamento com as pessoas ao seu redor. (REUTERS/Claudia Greco TPX Foto do Dia)

Eu me conheci Jorge Mário Bergoglio no dia do padroeiro Paróquia da Misericórdiaem local de abate de gado. No seu sermão falou muito sobre ser família: o bairro é uma família, e somos chamados a olhar-nos como irmãos, com ternura, nos olhos, como faz a nossa Virgem Mãe.

Aos poucos, a cada palavra, algo ressoava em mim e apontava o caminho. Ele me ensinou a focar no que acontece com os outros, não apenas de passagem, para me engajar na vida concreta dos irmãos.

Nesta Casa de Cristo Fomos agraciados com o levantamento do último Lava-pés que ele fez Bergoglio em CABÁdentro Centro em torno de Dom Bosco. E foi aí que entendi por que, para mim, Francisco Ele é o Papa num ato simples, concreto e oculto: um ato que vem do coração, não procurando ser visto.

Chegou mais cedo do que o esperado. Debaixo do braço estava uma caixa de ovos de Páscoa para as crianças da casa. A primeira coisa que ele disse foi: “Isto é para as crianças. Avise-me se não houver o suficiente, mas se não, depois que a comemoração acabar, comprarei mais.” (Ele participou)

Terminada a comemoração, ele disse novamente antes de sair: “Lembre-se de me avisar se faltar algum ovo”. Mas não faltou nada, porque ele trouxe tanto bem.

Pessoal, obrigado por escolherem o Centro em torno de Dom Boscoeles escreveram muitas cartas para ele. E ele fez algo que me impressionou profundamente: Ele respondeu a cada um deles com uma pequena mensagem pessoal. (Você é importante para mim)

Cada vez que eu o via novamente – quando nos encontrávamos na vizinhança ou em algum lugar – ele tinha o mesmo relacionamento. Ele continuou dizendo olá, fazendo contato visual, perguntando como você estava. Sempre presente, sempre pastor. (ele parou)

Então, quando vi a fumaça branca, foi uma verdadeira comemoração. Havia alguém que conhecíamos, alguém que nunca foi notado pelo Hogar de Cristo. Ele viajou por aí, nos ensinou a encarar a vida como ela vem, a nos colocar, a dar espaço.

Em cada casa, em cada fazenda, continuamos mencionando isso. não porque Papaimas porque o sentimos como nosso Papa. Porque alguns partilharam com ele o Lava-Pés, deu a outros quadros ou medalhas… e quase todos nós temos algo simples mas muito precioso, que guardamos com orgulho no coração.

Sonhamos muito que poderíamos chegar lá ARGENTINA. Preparámo-nos com muita sinceridade para a sua chegada, com a esperança de poder contar-lhe diretamente tudo o que esta grande família cresceu: a quantos meninos e meninas a que se juntou, quanta vida nova brotou e como procuramos viver o Evangelho com alegria, como Igreja em caminho.

Mas o dia 21 de abril trouxe notícias comoventes. Choramos, nos abraçamos, oramos… e aos poucos nos recuperamos. Certamente cabe a nós continuar seu legado.

E assim, aos poucos, vamos compreendendo a sua presença nas nossas vidas — primeiro como Jorge, depois como Francisco— estamos empenhados em continuar a ser uma Igreja dos pobres para os pobres, uma Igreja que dá espaço, que abraça, que não deixa ninguém para trás.

POR QUE Francisco Não é apenas uma pessoa que passou pela nossa história. Uma pegada viva que continua a marcar o caminho.

E a cada gesto simples, a cada abraço, a cada menino ou menina que começa… ele continua lá, me incentivando a não desistir e a continuar passando minha vida por aí, em Casa de Cristo.

Obrigado, Franciscopor um gesto simples, íntimo e amoroso. Porque você esteve diante dos mais humildes, participou de suas vidas e contou a cada um – não com palavras, mas com ações – “Você é importante para mim”.



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