Gana atacou mais a seleção colombiana do que Portugal. Este é o elemento destacado pela seleção africana na seleção europeia durante esta Copa do Mundo de 2026. Nas 32 partidas, o time vencedor pegou a bola defendendo Camilo Vargas, goleiro do Tricolor, 37 vezes, enquanto o português 32 vezes, nas partidas da fase de grupos.
E Gana fez algo que muitos analistas de futebol da Colômbia não imaginavam: não fez bloco rasteiro, ou seja, não comentou o jogo contra o Tricolor, mas continuou atacando. Quem previu que isso poderia acontecer foi o diretor técnico da seleção colombiana, Néstor Lorenzo, que na coletiva de imprensa antes do jogo contra Gana foi analisado pela FIFA Multimídia sobre como superar os baixos obstáculos que Gana pode apresentar.
“Em primeiro lugar, não sei se estão na defensiva e penso que não. Talvez eles nos surpreendam tentando nos atacar. Porém, se acontecer assim, a solução estará no meio do tiro e na largura das asas.“, disse Lorenzo. Sua previsão acabou se confirmando e Gana atacou a Colômbia, ainda mais do que Portugal.
A equipe de Carlos Queiroz dividiu seu ataque assim: 13 na lateral direita, cinco no meio-campo e sete na lateral esquerda. Segundo estatísticas publicadas pela FIFA, ele passou 3:03 minutos na terceira posição defensiva da Colômbia.
No entanto, ele não conseguiu traduzir esse número de ataques em gols, e o especialista em futebol profissional Carlos Antonio Vélez analisou o porquê. “Esta equipe não tem profundidade porque não tem objetivos. Ele está indefeso. Não sei o que teria acontecido à Colômbia se o Gana tivesse marcado golos.”, disse ele no Win Sports.
Explicou ainda que os alas são fundamentais para a abordagem do Gana, algo que Lorenzo também alertou antes do jogo: “Temos que ter cuidado porque os nossos laterais, especialmente o Daniel Muñoz na direita, estão muito envolvidos no ataque e eles (Gana) são bons nas alas”, disse.
O Tricolor superou os ataques de Gana, com um total de 58. Treze pela direita, 28 pelo meio e 17 pela esquerda. Este registo estatístico mostra que os comandados por Néstor Lorenzo são superiores aos seus adversários em 32 jogos do Mundial de 2026.
Porém, para o observador colombiano, os colombianos devem considerar um aspecto a melhorar que é uma das razões pelas quais Gana os atacou várias vezes no jogo: “Não tínhamos filtro no meio. Jefferson Lerma e Gustavo Puerta não foram bons na recuperação de bola e eles (Gana) conseguiram sair da defesa e atacar com facilidade.“, disse Vélez no mesmo canal.

A 16ª edição do Mundial de 2026 é o próximo desafio da equipa liderada por Néstor Lorenzo. Nesta fase da competição, A Colômbia enfrentará a Suíça no Estádio de Vancouver, no Canadá, na terça-feira, 7 de julho, a partir das 15h, horário da Colômbia.. Se vencer, terá a melhor participação de sua história em Copas do Mundo, chegando às quartas de final, o que conquistou no Brasil 2014, quando derrotou o Uruguai nas oitavas de final e perdeu para o país natal na fase seguinte.















