Cidade do Vaticano, 22 de julho (EFE) – Papa Leão
O Vaticano informou que a consagração episcopal de Chang Yanfeng, nomeado bispo em 15 de junho de 2026, “quando aprovou a sua candidatura ao abrigo do acordo provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China” ocorreu na quarta-feira.
O papa dos EUA nomeou anteriormente dois outros bispos chineses, dando continuidade ao acordo, ratificado em 2018 e revisto duas vezes, que permite eleições de bispos, discrição papal e o que Pequim vê como interferência.
Os dois países não mantêm relações diplomáticas desde 1951, após a ascensão do comunista Mao Zedong, e desde então os católicos do país estão divididos entre a Igreja patriótica, controlada por Pequim, e a secreta, leal a Roma.
Desde então, com altos e baixos na implementação do acordo, ocorreram dezenas de consagrações episcopais.
Embora não seja conhecido o conteúdo do acordo, houve um momento em que Francisco explicou que a eleição estava de acordo com as autoridades do país, mas ele tinha a palavra final.
Durante a primeira gestão de Donald Trump nos Estados Unidos, país de origem de Leão XIV, houve uma disputa com o Vaticano quanto à decisão de prosseguir com o acordo com a China.
O secretário de Estado, Pietro Parolin, disse no passado que a Santa Sé continua a ver o acordo como positivo “porque permitiu que a Santa Sé e a China chegassem a um consenso sobre a questão fundamental da nomeação dos bispos”.
Admitiu que “há dificuldades, mas devem ser enfrentadas com paciência e confiança”, e que hoje “ainda existem grupos que se autodenominam secretos”, embora “o acordo pretendesse ultrapassar esta situação divisiva e levar à normalização da Igreja”. EFE















