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Malásia atribui os danos causados ​​pelas grandes potências ao comércio mundial

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Tóquio, 10 de junho (EFE).- O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, alertou nesta quarta-feira para a deterioração da segurança internacional como resultado das práticas comerciais e militares de países poderosos e apelou à reforma do sistema multilateral, num discurso em Tóquio antes de reforçar a cooperação energética e de defesa com o Japão.

“A Guerra Fria pode ter terminado há 35 anos, mas a história certamente não acabou. Pelo contrário, estamos presos na habitual dinâmica de poder de soma zero”, disse o líder malaio no seu discurso durante um fórum em Tóquio organizado pelos meios de comunicação económicos Nikkei.

Anwar criticou que as políticas comerciais e industriais de alguns países estão cada vez mais sujeitas a “conflitos geopolíticos” e apela à reforma do sistema multilateral baseada na transparência e na abertura.

“O sistema internacional que impulsionou o crescimento e o desenvolvimento durante décadas está sob uma tremenda pressão”, disse o responsável, referindo-se à política tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, disse o Nikkei.

O primeiro-ministro destacou ainda o papel dos “poderes centrais” na construção de pontes, no contexto de conflitos militares, como a invasão russa da Ucrânia ou a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

O Fórum Nikkei, que concluirá a sua 31ª edição na quinta-feira, reúne dezenas de líderes, ministros, especialistas e executivos para discutir os desafios que a Ásia enfrenta.

Além de Anwar, espera-se que participem o Primeiro-Ministro do Laos, Sonexay Siphandone, e o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, entre outros.

O primeiro-ministro da Malásia reuniu-se na quarta-feira com o seu homólogo japonês, Sanae Takaichi, numa reunião onde os dois líderes concordaram em reforçar a cooperação em segurança energética e defesa, em resposta à crise no Médio Oriente e à escalada militar da China no Indo-Pacífico. EFE

(foto) (vídeo)



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