KINSHASA, Congo — Um grupo afiliado ao Estado Islâmico atacou uma cidade no Congo, perto da fronteira com o Uganda, matando pelo menos 40 pessoas e queimando e saqueando casas, disseram grupos locais da sociedade civil na sexta-feira.
Os ataques foram perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas durante a noite de quarta para quinta-feira à tarde, segundo Charité Banza, líder do grupo da sociedade civil Ituri e Kinos Katua, membro do grupo que vive na área.
As Forças Democráticas Aliadas, baseadas no Uganda e que juraram lealdade ao grupo Estado Islâmico em 2019, operam há muito tempo na região fronteiriça.
Banza disse à Associated Press que 25 pessoas foram mortas na cidade fronteiriça da província de Beni, no Kivu do Norte, e outras 15 na província de Ituri.
O número de mortos pode aumentar porque muitos residentes estão desaparecidos após o ataque, disse Katua.
Num relatório recente esta semana, a Amnistia Internacional acusou as Forças Democráticas Aliadas de “crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.
As ADF são um dos muitos grupos que operam no Congo e atacam frequentemente civis. Em Julho de 2025, o grupo matou 66 pessoas no leste do Congo, no que as Nações Unidas chamaram de “banho de sangue”.
O país também enfrenta ataques de cerca de 100 grupos rebeldes, principalmente do grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, que tomou conta de grandes cidades na região oriental.
Kamale escreve para a Associated Press.















