A suspensão da rádio institucional do Exército Nacional no Norte de Santander mantém as autoridades e organizações sociais em alerta, alertando para os perigos da falta de comunicação nas zonas rurais e em situações de emergência.
De acordo com documentos oficiais conhecidos Infobae Colômbiadiferentes agências locais solicitaram o Exército Nacional, o Ministério das Tecnologias de Informação e Comunicação (MinTIC) e a Agência Nacional do Espectro (ANE). autoriza temporariamente a ativação dessas frequências, que há muitos anos são os principais sinais de prevenção e alerta na área.
A Prefeitura de Pamplona, com a Associação Ambiental da Limpeza e Reciclagem Renacer e a Secretaria Geral de Planejamento Municipal, propuseram a comunicação formal com os departamentos competentes, afirmando que a ausência do acampamento afeta a capacidade da emergência e limita a divulgação de informações sobre a instituição.
Por carta, a autarquia local solicitou licença temporária por 12 meses para voltar a operar a estação enquanto a lei estiver em vigor. Segundo o documento, “este pedido responde às necessidades prioritárias de interesse público, porque há mais de 11 meses na cidade de Monteadentro, no município de Pamplona, ocorrem contínuos movimentos de massa, que representam uma ameaça constante para a população, devido à ameaça de riscos e outras emergências, que exigem uma comunicação rápida, confiável e permanente com a comunidade”.

A carta, assinada por Juan Pablo Zapata Garzón, general e secretário do governo, destaca que o acampamento se consolidou como uma ferramenta fundamental para emitir alertas precoces, orientar os cidadãos e coordenar ações preventivas.
“Sua ativação temporária representa a restauração de uma comunicação próxima, confiável e oportuna para as comunidades rurais”.especialmente aqueles que, devido à sua localização geográfica, têm opções limitadas de acesso à informação em tempo real”, afirma o texto oficial.
Segundo a Renacer, associação ambientalista de limpeza e reciclagem, as interrupções na transmissão afetam diretamente as comunidades mais remotas, onde as bases militares são o único canal confiável de informação.
A organização ambientalista sustenta que, através destas frequências, se difundem a sensibilização para a segurança, a convivência com os cidadãos, a prevenção de catástrofes, a educação ambiental e a promoção dos valores civis.

“Acreditamos que estas estações são um importante meio de comunicação e serviços públicos para a população, especialmente nas zonas rurais e remotas, que são muitas vezes a única fonte de informação fiável”, afirmou a organização numa carta enviada às autoridades.
O Gabinete de Acção Comunitária da cidade de Monteadentro também levantou preocupações sobre a suspensão do serviço. Nas suas comunicações, a comunidade relata que nos últimos meses enfrentou um desastre devido a deslizamentos de terra, onde a estação de rádio do Exército foi a mais importante na emissão de alertas, recomendações de evacuação e coordenação de ações com os serviços de emergência.
As interrupções no serviço deixam muitas famílias sem informações em tempo real, colocando em risco a sua segurança e bem-estar, especialmente em áreas de difícil acesso.
A suspensão do acampamento ocorre no contexto da presença de grupos armados ilegais na região do Catatumbo, o que aumenta a vulnerabilidade da população.
As autoridades locais defendem que a base do Exército não só realiza trabalhos de alerta e prevenção, mas também reforça a presença de instituições governamentais em províncias que historicamente foram vítimas de violência.
O secretário de Estado do Planeamento de Pamplona solicitou, em carta enviada pelo Exército, MinTIC e ANE, a obtenção de autorização para impedir a activação da estação caso o processo legal seja concluído, e alertou que a ausência da comunicação social impediu a divulgação atempada de informação útil ao público.
Os peticionários concordam que a suspensão das estações da instituição cria perigo para centenas de famílias que dependem destes canais para obter informações sobre emergências, saúde, segurança e proteção ambiental.
“Temos a convicção de que a recuperação destas transmissões representará um contributo significativo para o desenvolvimento social, educação, prevenção e inclusão das comunidades do departamento”, concluiu a Associação Ambiental para a Limpeza e Reciclagem de Renacer na sua comunicação.
As autoridades locais e as organizações sociais esperam uma resposta rápida da agência nacional para restaurar os serviços, dada a duração da catástrofe natural e o isolamento das zonas rurais do Norte de Santander.















