A projeção internacional do Pelo lindopesquisa realizada por Josué Garcia Pradocolocando em primeiro plano a memória e a persistência de uma geração marcada pelo desaparecimento forçado GUATEMALA: narra a vida de Josefa Elizabeth Andrade quem, para ele 90 anoscontinua a busca por seu filho Joaquín Rodas Andradedesapareceu em 1985, e sua atuação no Sheffield DocFest 2026 é um passo importante para o cinema documentário guatemalteco que resiste à impunidade da tela grande, segundo o lançamento de Jornal comunitário.
O curta-metragem, com duração de 24 minutosfaz parte da maior competição internacional de curtas do festival, que é única 10 trabalhos selecionados em todo o mundo. Na edição de 2026 do Sheffield DocFestconsiderada uma das competições mais importantes na área de análise, participe 37 filmes compartilhados lá cinco categoriasqual lugar Pelo lindo num circuito muito competitivo e faz da história da família um símbolo de feridas nacionais não resolvidas, como aponta o festival na programação.

A história central é construída a partir de imagens de Joaquín Rodas Andradejovem Quetzaltecana de 23 anosEstudante de agronomia e líder estudantil no Centro Universitário do Oeste o Universidade de San Carlos na Guatemala. Em março de 1985, Rodas Andrade foi preso e posteriormente desapareceu, numa situação em que milhares de pessoas na GUATEMALA Eles foram perseguidos por rebelião social e política.
O nome de Rodas Andrade apareceu muitos anos depois no conhecido Diário militararquivo secreto da estrutura de Exército da Guatemalaque cobre prisões e execuções ilegais durante a década de 1970. 1980. Este documento confirma que o desaparecimento de Rodas Andrade atendeu ao seu perfil de militante social e dirigente.
A investigação Pelo lindo Não apenas repete o ato especial de desaparecimento forçado. É, sobretudo, a busca pelos efeitos colaterais quase permanentes quarenta anos na vida de sua mãe. Andrade, longe de sair do silêncio, levantou um memorial e uma resistência: em homenagem ao filho, ergueu o capela do Cristo Redentor na área 7 de Quetzaltenangoum site que representa a persistência da esperança e da dor não resolvida hoje.
O visual do filme é muito intimista e atualizado. Como parte de sua família, Garcia Prado evitando a distância e acompanhando os participantes em suas rotinas diárias, registrando e sonorizando a experiência da ausência.
O diretor declarou que seus interesses superavam os fatos; busca investigar o lado emocional e fazer da câmera mais um arquivo para as instituições oficiais que, até agora, não explicaram o desaparecimento de Rodas Andrade. De acordo com o arquivo do festival e declaração do próprio García Prado à mídia Jornal comunitário “A melancolia, a memória e a passagem do tempo constroem uma linguagem que assombra o profundamente humano”.
O filme se desenrola através de imagens do cotidiano, memórias e discussões entre gerações, onde o passado não abre mão do seu lugar no presente. Mais do que um registro de fatos históricos, Pelo lindo explora como a ausência e a incerteza moldam a vida daqueles que ainda aguardam respostas do Estado.
A estreia de Pelo lindo dentro Sheffield DocFest 2026dentro do programa Curtas: Imagens de Ausênciaplanejado para fazer 13 e 14 de junhonão se trata apenas de uma valorização do talento dos países da América Central. Reflete também a trajetória do cinema guatemalteco, que teve que viajar para áreas internacionais com recursos limitados, mas com histórias baseadas na defesa dos direitos humanos e na memória histórica.
Em GUATEMALAo desaparecimento de milhares de pessoas durante a guerra interna deixou muitas famílias num estado de eterna espera, sem acesso à verdade ou à justiça. A seleção de Pelo lindo em um dos festivais mais importantes do mundo deixa essa espera – que está quase acabando 40 anos– além do campo específico para ganhar ressonância internacional.
Enquanto a persistência da memória e da pesquisa coletiva for o que mantém viva a história, disse o diretor Josué Garcia Prado tudo Jornal comunitário, “A ausência não pode ser alcançada completamente: a memória interrompe as tentativas de apagar, interrompe o esquecimento e devolve a humanidade a quem se calou”..















