No dia 21 de junho, num dia eleitoral histórico, em que participaram mais de 23 milhões de colombianos, o candidato Abelardo de la Espriella venceu e será o próximo líder nacional até 7 de agosto de 2026.
Além da entrada de “forasteiros” na Casa de Nariño, vários assuntos foram discutidos antes da posse de De la Espriella, sendo a paz um dos mais discutidos.
Durante a campanha, o homem nascido em Bogotá disse que não negociaria com grupos armados e criminosos, o que deixa suspeito o processo iniciado pelo Governo Petro.
Para entender um pouco sobre a Colômbia que se reunirá com o novo presidente desta região, em discussão com Infobae ColômbiaNicolás Mayorga, professor da Faculdade de Direito, Política e Internacional da Universidade de La Sabana, destacou que a continuação das conversações de paz depende da vontade do presidente eleito..
Primeiramente, ao citar parte da fala do advogado, este especialista observou que a primeira ideia do novo presidente é que os criminosos aceitem o tribunal, sem qualquer tipo de negociação.
“Abelardo de la Espriella confirmou que no seu governo não haverá negociações políticas com grupos armados ilegais e que a estratégia do Estado se baseia no reconhecimento dos tribunais. A sua proposta sobre segurança e justiça afirma que “não haverá negociações políticas com criminosos, mas sim a aceitação da lei” e questiona se o processo de paz resultou no “fortalecimento de estruturas ilegais e na redução do poder do Estado”.“.

Mayorga explicou que, embora improvável, uma coisa que poderia salvar as negociações com grupos armados e criminosos até agora é a assinatura de algum tipo de acordo antes de 7 de agosto.
“Do ponto de vista jurídico, as negociações são atualmente regidas pela lei 418 de 1997, liderada pela lei 2.272 de 2022. O artigo 8º da lei 418 especifica que os representantes autorizados pelo Governo Nacional podem realizar todas as atividades destinadas a participar no diálogo e no diálogo e “podem fazer negociações em grupo” e “podem envolver-se em negociações em grupo”.
Ao discutir o tema, o professor explicou que o novo presidente não precisa continuar as negociações, pois tem liberdade para chegar às suas áreas.
“O significado desta disposição é o uso do verbo “pode”, que implica um poder e não uma obrigação para o Executivo.. Este princípio também afirma que ‘o acordo e o seu conteúdo são aqueles que o Governo considera necessários para fazer avançar o processo de paz’, deixando a decisão sobre a facilitação e o âmbito das negociações nas mãos do Governo”, explicou o especialista.
Concluindo, para os professores, se na Colômbia continuaremos a falar de negociações ou de negociações de paz depende apenas da vontade do advogado criminal quando ele assumir o poder.
“Portanto, a recente decisão do governo de Abelardo de la Espriella de encerrar a mesa de diálogo com o ELN, a oposição das FARC ou outros grupos armados não requer reforma jurídica. Do ponto de vista jurídico, basta que o Executivo decida não utilizar a autoridade prevista no artigo 8º da Lei 418 de 1997 para avançar nas negociações de paz.“, disse Nicolás Mayorga.















