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O governador mexicano negou “trair o país” ao supostamente entrar em contato com os Estados Unidos

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Cidade do México, 15 de julho (EFE).- A governadora do estado mexicano da Baixa Califórnia (noroeste), Marina del Pilar Ávila, garantiu esta quarta-feira que “nunca trai e nunca trairei o nosso país”, depois de uma recente transmissão de áudio na qual parece se oferecer para cooperar com os supostos agentes americanos no fornecimento de informações.

“Nunca transmiti e não transmitirei informações que comprometam a segurança nacional, a soberania nacional ou a integridade das nossas instituições governamentais”, disse este político durante uma conferência de imprensa.

Há dois dias, foi divulgado um polêmico áudio em que o governador teria sido ouvido expressando sua disposição de cooperar com as autoridades norte-americanas, em meio às tensões com Washington e ao debate sobre a intervenção de países vizinhos no México.

“Estou pronto para falar sobre tudo o que sei, como apoiar, como cooperar. Posso dizer o que ouvi na mesa de segurança”, disse uma voz chamada pelo presidente do Estado na gravação publicada pelo jornalista Héctor de Mauleón.

Depois desta polémica, Ávila – do Movimento para a Reforma do Governo Nacional (Morena) – anunciou que enquanto governador não tem “acesso a informações sobre segurança nacional”, sublinhando que o que se ouviu na fita ocorreu no contexto de “circunstâncias especiais relacionadas com o meu visto”, referindo-se à decisão dos Estados Unidos de retirar os seus documentos para entrar naquele país em 2025 por motivos pouco claros.

“Nada demonstrou especulação, enviando informações confidenciais ou afetando os interesses de nosso país. Minha lealdade ao México e ao povo da Baixa Califórnia está acima de todas as circunstâncias”, destacou.

Por isso, denunciou que a divulgação de várias fitas procurou “construir uma falsa narrativa que desacredita a opinião pública” que, na sua opinião, é impulsionada por opositores ao seu governo.

Da oposição, o conservador Partido da Ação Nacional (PAN) exigiu que ele tirasse licença e abandonasse temporariamente o cargo enquanto as ações são investigadas.

A controvérsia surgiu em meio a tensões sobre as investigações de imigração e às restrições que os Estados Unidos impuseram nos últimos meses a vários atores políticos mexicanos, como a retirada de vistos do governo estadual.



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