O Índice de Preços no Consumidor (IPC) manteve uma taxa anual de 3,2% em junho, igual ao registado em maio, segundo o primeiro índice divulgado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados, que deverão ser confirmados nos próximos meses, significam que a inflação permanece estável. quarto mês consecutivo de mais de 3%embora não acelere no primeiro mês em que poderá ter início uma retirada parcial da redução fiscal aplicada à electricidade e ao gás.
A estabilidade geral das taxas não significa que todo o comportamento seja o mesmo. Eletricidade e gás impulsionaram o IPC para cima porque ficam mais caros do que em junho de 2025, diz o INE. Em contrapartida, combustíveis e lubrificantes para veículos pessoais, onde os preços diminuíram face ao aumento registado há um ano. O núcleo, que exclui alimentos não processados e produtos energéticos, caiu um décimo, até 2,9%.
Embora a taxa anual não tenha aumentado, os preços ao consumidor subiram durante o mês. Em junho, a CPI registrou variação mensal 0,6% face a maio, segundo o índice líder do INE. Um aumento superior ao do mês anterior, quando os preços subiram 0,1%.
Esta diferença é explicada pela forma como cada indicador é medido. A taxa anual compara os preços do mesmo mês do ano anterior, enquanto a taxa mensal mede como eles mudaram em relação ao mês anterior. Portanto, os dados anuais podem permanecer estáveis mesmo que os clientes percebam um aumento nas suas faturas, produtos ou serviços.
(novo com extensão)















