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Pelo menos 18 mulheres terão assento no novo Senado após as eleições de 2026, disse um especialista.

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Um membro nomeado por um juiz eleitoral especial conta votos nas eleições gerais de 2026 em Lima, Peru, quarta-feira, 22 de abril de 2026. (AP Photo/Guadalupe Pardo)

O próximo Senado peruano terá pelo menos 18 mulheres a partir de julho próximo, segundo previsão da advogada e especialista em questões femininas, Jessica Cerna, após os resultados das eleições preliminares de 12 de abril.

O número representa 30% do total de cadeiras e marca o início do bicameralismo no Congresso. Segundo Cerna, esta combinação não responde apenas ao processo eleitoral, mas também à implementação da reforma da igualdade e sucessão na legislação peruana.

Estas reformas forçaram os partidos políticos a promover a participação das mulheres, alterando assim a dinâmica dos candidatos. “O novo Senado terá pelo menos 18 deputadas, o que equivale a 30% de todos os senadores”, disse ele em entrevista ao Infobae.

“Esta nova estrutura da Assembleia Nacional mostra que o talento e a liderança das mulheres peruanas estão ocupando o seu devido lugar na tomada de decisões”, acrescentou.

FOTO DO ARQUIVO - Pessoas votaram durante as eleições gerais do Peru no distrito de San Juan Miraflores, em Lima, Peru, 12 de abril de 2026. REUTERS/Stifs Paucca
FOTO DO ARQUIVO – Pessoas votaram durante as eleições gerais do Peru no distrito de San Juan Miraflores, em Lima, Peru, 12 de abril de 2026. REUTERS/Stifs Paucca

O advogado destacou que o resultado foi fruto da aplicação do princípio da igualdade, bem como de maior estabilidade durante a campanha. “A reforma política permitiu ao partido considerar a participação das mulheres, criando uma competição mais justa”, disse ele.

Ele enfatizou o valor da diversidade na nova Assembleia Nacional, onde os senadores serão agrupados por perfil, trajetória e região. “Entre os que irão compor o Senado estão políticos com muito trabalho e recém-chegados da área civil e acadêmica, que podem dar novas perspectivas sobre questões importantes”, disse.

Em sua análise, Cerna destacou que a presença das mulheres no Senado deve se refletir na agenda do legislativo que visa o consenso e a estabilidade. Os futuros senadores terão a oportunidade de liderar questões como a recuperação económica, a protecção dos cidadãos e a reforma estrutural. “O melhor é que a representação das mulheres garanta o desenvolvimento de leis que visam colmatar o fosso social histórico”, afirmou a especialista.

O progresso das mulheres nestas eleições, segundo Cerna, responde ao processo de maturidade institucional e ao impacto positivo do princípio da igualdade. “Com 30% das cadeiras sob liderança de mulheres, o Peru está alinhado com a tendência regional de maior inclusão, acima da média da legislatura anterior, onde a presença de mulheres foi menor”.

Cerna enfatizou que o debate sobre a participação política das mulheres ainda está aberto, com novos desafios após a entrada dos previstos 18 senadores. “Mesmo sendo uma conquista, o foco deve ser o ingresso nos cargos de gestão do conselho de administração e na presidência das comissões mais importantes”, concluiu.



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