Londres, 2 de junho (EFE).- O assassinato do jovem polícia inglês Henry Nowak, em dezembro passado, às mãos de agressores religiosos sikhs, em Southampton (sul do país), causou uma grande polémica no Reino Unido sobre preconceitos racistas, alegadamente contra pessoas brancas, a polícia e as autoridades.
Em imagens de vigilância policial divulgadas hoje, Nowak, de 18 anos, pode ser visto caído no chão reclamando de ter sido esfaqueado e incapaz de respirar. Em seguida, um homem de 23 anos chamado Vickrum Digwa acusou Nowak de usar a difamação contra ele.
Pouco depois dessas fotos, Nowak morreu. Está provado que Digwa o esfaqueou com uma espada usada em rituais Sikh.
Esta segunda-feira, Digwa foi condenado à prisão perpétua e a um mínimo de 21 anos de prisão pelo assassinato de Nowak.
As imagens agora conhecidas mostram que, embora Nowak seja visto claramente no seu estado, a polícia continua a algemá-lo, enquanto conversa com Digwa de uma forma aparentemente calma.
O caso chegou hoje ao Parlamento de Westminster, onde a ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, anunciou que um agente da polícia, identificado como membro da patrulha que participou na operação, recebeu ameaças de morte.
O assassinato de Nowak tornou-se um tema de discussão política: Nigel Farage, o líder do partido de direita do povo Reformista do Reino Unido, condenou uma espécie de racismo reverso: “Os direitos dos brancos são menos importantes do que os das minorias étnicas (…) Basta de preconceito contra os brancos”, disse ele nas redes sociais.
O actual primeiro-ministro, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, respondeu-lhe, lembrando-lhe que “não existe uma política padrão. A política aplica a lei sem medo ou favor. E classificamos que todos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua etnia”, lembrou através do seu porta-voz.
Este debate ocorre num contexto de preocupação com a imigração – embora Digwa tenha nascido e sido criado em Southampton – e de tolerância inter-religiosa, com críticas do direito de alegado preconceito a favor dos não-brancos na prestação de ajuda e assistência, em detrimento da população branca. EFE















