Quito, 22 de junho (EFE).- 19 estudantes dos grupos indígenas A’i Cofán, Siekopaai e Waorani se formaram como professores comunitários para promover a chamada Educação Própria, um modelo educacional que visa preservar a língua, o conhecimento de seus ancestrais e a identidade cultural das comunidades da Amazônia no Equador.
Os alunos completaram nove meses de treinamento abrangente e se tornarão “defensores da comunidade” responsáveis por apoiar a implementação da autoeducação em suas regiões, de acordo com um relatório da Amazon Frontlines na segunda-feira.
O programa foi desenvolvido pela Fundação Alianza Ceibo e Amazon Frontlines com a Universidade Autônoma Indígena Intercultural (UAIIN) da Colômbia e combinou a formação pedagógica com a participação de avós, sábios e líderes dos três países.
Os graduados serão responsáveis pela implementação dos Projetos de Educação Comunitária e dos conteúdos curriculares em cada aldeia, além de transmitir a língua e o conhecimento de seus antepassados às novas gerações.
Segundo Amazon Frontlines, o processo de Autoeducação começou há mais de cinco anos, a partir de uma reflexão sobre o futuro da cidadania indígena e a perda da identidade cultural e territorial na Amazônia equatoriana. EFE















