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Promotores mexicanos apreendem 50 toneladas de drogas Botarium em Chihuahua

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Cidade do México, 6 de maio (EFE).- A Procuradoria-Geral da República (FGR) do México informou nesta quarta-feira que no laboratório de drogas do polêmico caso de Chihuahua, no qual supostamente participaram agentes da CIA, foram encontrados mais de 55 mil litros de produtos químicos e mais de 50 toneladas de precursores químicos, além de quase 2 mil metanfetaminas.

Além disso, existem diversas ferramentas para a preparação de drogas sintéticas, incluindo cilindros de gás LP, recipientes, reatores e centrífugas.

Em 19 de abril, dois agentes de ligação da Embaixada dos EUA e dois funcionários da Agência Estatal de Investigação (AEI) do estado de Chihuahua (norte) morreram num acidente quando regressavam de um trabalho num laboratório de medicamentos no município de Morelos, no estado do norte do México.

Em nota, a FGR indicou que quando o Ministério Público encontrou o laboratório secreto de Sierra del Pinal, município de Morelos, intervindo pela primeira vez nos dias 17 e 18 de abril, os funcionários da Procuradoria Especial de Controle Regional, responsável pelo respectivo processo investigativo, foram ao local.

Isto, “para compreender o que se encontra no local e proteger os bens, artefactos, produtos e materiais aí encontrados”.

Depois disso, disse, foram registados o “número total de achados” na casa, que segundo os resultados da investigação do perito foram “precursores químicos e produtos químicos essenciais, de mais de 55 mil litros de produtos químicos e mais de 50 toneladas no estado sólido; e quase 2 mil litros de metanfetamina”.

Além disso, o FGR explicou que foram realizados no terreno diversos conceitos como avaliações, química forense e criminologia, com o objetivo de determinar o valor comercial e a descrição dos bens e provas confiscados.

Esta instituição notou ainda que a investigação ainda está a “reforçar-se e a permitir que as autoridades encontrem os responsáveis”, porque segundo o relatório da Procuradoria-Geral da República, não havia ninguém para ver este local, portanto não havia presos”.

A FGR indicou que foi iniciado o processo legal sobre a localização definitiva dos precursores químicos seguros e é mantida a coordenação com uma empresa especializada na gestão de produtos perigosos e precursores químicos, para destruí-los adequadamente.

O caso gerou polêmica depois que o governo anunciou que a presidente Claudia Sheinbaum não tinha conhecimento prévio do envolvimento de pessoal norte-americano em operações de campo, o que violaria a Lei de Segurança Nacional, que proíbe a operação de agências estrangeiras sem autorização federal.

Autoridades federais confirmaram mais tarde que os agentes dos EUA não tinham permissão para trabalhar no México, enquanto relatos da mídia dos EUA os ligavam à CIA, aumentando a controvérsia.

Na quarta-feira, Sheinbaum apoiou a investigação da FGR e garantiu que “é muito importante saber se há interferência de agências estrangeiras”. EFE



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