O Governo de Cundinamarca emitiu a Resolução nº 004.627 em 19 de junho de 2026, na qual tomou decisão no processo de sanções administrativas contra o Gimnasio Campestre Los Laureles Bilingüe, em Cajicá, Cundinamarca. Na instituição de ensino estudava Valeria Afanador, uma menina que foi dada como desaparecida em agosto de 2025 e poucos dias depois foi encontrada morta; afogado.
Através desta decisão, o governo de Cundinamarca decidiu punir as instituições de ensino por suposto descumprimento. A reitora Sonia Ochoa Daza também foi punida. No entanto, a decisão não é definitiva, como disse Rádio Azulquem tem acesso ao documento.
“Declarar COLEGIO GIMNASIO CAMPESTRE LOS LAURELES BILINGUAL como responsável administrativoconhecido como DANE N° 425128048007, NIT 832007998-5, Reitor. SONIA OCHOA DAZA (…), por graves violações das disposições que regem a oferta do ensino público, nos termos da parte encorajadora desta lei administrativa”.

Segundo o documento, a direção do departamento decidiu impor pena de cassação da autorização de trabalho da escolaque entra em vigor a partir do final do calendário letivo do ano letivo de 2026.
Por outro lado, ordenou ao reitor da instituição de ensino que apresentasse um Plano de Remanejamento de Estudantes antes de 31 de outubro de 2026. Esta carta deverá ser enviada à Secretaria de Educação de Cundinamarca. Da mesma forma, entregou cópia dos autos ao Procurador-Geral.
“As instituições de ensino pesquisadas prestam o serviço público de educação formal em nível condizente com a autorização de trabalho e, portanto, deve cumprir a constituição, as leis e os regulamentos que regem a prestação de serviços educacionaisbem como os deveres específicos de proteção, cuidado, controle”, afirmou o Governo de Cundinamarca.

A administração do departamento também ordenou que, quando a decisão administrativa for tomada e puder ser implementada, o Secretário de Educação Cundinamarca seja notificado por escrito, que deverá emitir uma comunicação interna dirigida à Diretoria de Cobertura e à Diretoria de Boa Governança Educacional. Isso é para interromper os procedimentos e registros escolares.
Em setembro de 2025, após a descoberta do corpo de Valeria Afanador, o advogado Julián Quintana, que era o representante civil da família do menor, falou aos meios de comunicação para dizer que pediu ao Ministério da Educação e às autoridades competentes o encerramento da escola.
Os advogados garantiram que as instituições governamentais são muito vulneráveis em termos de infra-estruturas e não garantem a segurança de quem aí se hospeda. “As escolas devem ser fechadas. Os padrões mínimos de segurança não são cumpridos, nem para Valéria nem para todas as crianças da instituição.com base em fatos não tendenciosos”, afirmou o advogado diante da imprensa.

Afirmou ainda que a escola não fica a menos de 50 metros do rio Valéria Afanador. Afirmou que está dentro destes 50 metros e por isso insistiu que fosse totalmente encerrado, devido ao incumprimento de diversas condições.
“Em matéria de crimes graves, pede-se ao Ministério Público que investigue o reitor e os seus colaboradores, mas aqui há uma omissão profunda.. E como tenho dito a muitos de vós, o artigo 25, a posição do fiador, a autorização de não admitir culpa, devem responder por este crime e desta forma não paramos diante da responsabilidade”, acrescentou este advogado.















