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Quênia prende 9 estudantes por incêndio em escola que mata 16 meninas

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Nairobi, 3 de junho (EFE).- Um tribunal queniano condenou quarta-feira 21 dias de prisão a nove estudantes detidos sob a acusação de planear e provocar um incêndio que matou 16 meninas numa escola na quinta-feira passada.

Numa audiência realizada no Tribunal de Naivasha, a cerca de 90 quilómetros da capital, Nairobi, o juiz Abdulqadir Ramathan ordenou que os estudantes fossem presos durante 21 dias para permitir uma investigação aprofundada do incidente.

O Ministério Público solicitou a prisão dos estudantes por trinta dias para conclusão da investigação.

Da mesma forma, o juiz negou fiança aos menores, afirmando que as razões apresentadas pelo Ministério de Estado eram convincentes.

O incêndio ocorreu na última quinta-feira na escola Utumishi Girls Academy, em Gilgil, distrito de Nakuru (centro-oeste).

Os corpos dos 16 estudantes que morreram foram levados ao necrotério do Hospital de Referência do Subcondado de Naivasha para exame médico e identificação forense.

Outros 79 estudantes foram hospitalizados após o incidente, ocorrido às 00h45, horário local (23h45 GMT), de quinta-feira.

O albergue, que acolhe 815 estudantes do ensino secundário – sete dos quais dormiam ao ar livre – fica a cerca de 120 quilómetros de Nairobi e foi fechado para facilitar as investigações sobre o incêndio.

Esta catástrofe faz lembrar outros incêndios no Quénia, como o da Academia Hillside Endarasha para rapazes em Kieni, no condado de Nyeri (centro), que ocorreu em Setembro de 2024 e custou a vida a 21 pessoas com idades entre os 9 e os 13 anos.

Também pesa na memória colectiva queniana o desastre de 2001 na Escola Secundária Kyanguli, no condado de Machakos, na fronteira com Nairobi, onde morreram 67 crianças com idades entre os 15 e os 19 anos. EFE



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